sexta-feira, 29 de junho de 2012

FRIEDEBURG, Hans-Georg von (*15/07/1895†23/05/1945)

Hans von Friedeburg nasceu em Strassburg, Alsácia, em jul./1895. Em abr./1914 ingressou na Marinha Imperial como Cadete-do-mar. Foi comissionado oficial em jul./1916 já no decorrer da 1ª Grande Guerra. Durante o conflito foi condecorado por bravura com as duas classes da Cruz de Ferro 1914. Após o cessar-fogo permaneceu na Marinha e alcançou o posto de Capitão-de-fragata em jan./1937. Participou da Força Naval Alemã em missão na Espanha onde exerceu função no Estado-maior. Em fev./1939, já como Capitão-do-mar, serviu junto ao Comando da Frota de Submarinos (FdU). Na sequência comandou o submarino U-27 por curto espaço de tempo e foi indicado para a chefia do setor organizacional do Comando Geral de Submarinos (BdU-org) em out./1939. Em set./1941 foi designado subcomandante da Frota de Submarinos, período no qual foi promovido à Contra-almirante e agraciado com a Cruz Germânica em prata pelos relevantes serviços prestados àquela unidade em tempo de guerra. Após a indicação do Grande-Almirante Dönitz para o Comando Geral da Marinha (ObdM), Friedeburg foi feito seu sucessor no comando da Frota de Submarinos em fev./1943 e promovido à Vice-almirante. Nos dias finais da guerra foi indicado Comandante Geral da Marinha, sucedendo Dönitz, e promovido à General-Almirante. Na sequência, participou da cerimônia de rendição da Alemanha aos vencedores e foi feito prisioneiro dos britânicos. Friedeburg suicidou-se dias depois ainda no cárcere provisório.
Promoções:
01/04/14 Cadete-do-mar
23/12/14 Guarda-marinha
13/07/16 2º Tenente
28/09/20 1º Tenente
01/07/25 Capitão-tenente
01/04/33 Capitão-de-corveta
01/01/37 Capitão-de-fragata
01/01/39 Capitão-do-mar
01/09/42 Contra-Almirante
01/02/43 Vice-Almirante
01/04/43 Almirante
01/05/45 General-Almirante
Principais condecorações:
? Cruz de Ferro 1914 2ª Classe
? Cruz de Ferro 1914 1ª Classe
06/06/39 Cruz Espanhola em prata
??/??/39 Cruz de Ferro 1939 2ª Classe (broche)
??/??/39 Cruz de Ferro 1939 1ª Classe (broche)
06/06/42 Cruz Germânica em prata
17/01/45 Cruz de Cavaleiro de Mérito de Guerra com Espadas
Principais posições/comandos:
30/06/36 - 16/03/38 Cruzador leve Karlsruhe
17/03/38 - 01/11/38 E-M da Força Naval na Espanha
02/11/38 - 05/02/39 E-M do Comando de Segurança Naval do Mar do Norte
06/02/39 - 05/06/39 Cmdo. Geral de Submarinos
06/06/39 - 08/07/39 Cmte. Submarino U-27
09/07/39 - 24/09/39 Cmte. Interino da Frota de Submarinos
17/10/39 - 11/09/41 Chefe do BdU-org
12/09/41 - 31/01/43 Subcmte. da Frota de Submarinos
01/02/43 - 30/04/45 Cmte. Frota de Submarinos
01/05/45 - 08/05/45 Cmte.-Chefe da Marinha



quarta-feira, 27 de junho de 2012

Marinha de Guerra da Alemanha (1935-1945)


Kriegsmarine
 

A outrora orgulhosa Marinha Imperial do Kaiser ficou reduzida a um punhado de navios obsoletos segundo os termos do Tratado de Versalhes que também proibia a construção de submarinos e porta-aviões. A remodelação da nova armada da Alemanha era tarefa para muitos anos e exigia a liderança de homens decididos e dispostos a enfrentar enormes dificuldades.
Ao chegar à chancelaria Hitler estava consciente que jamais poderia competir em pé de igualdade com o poderio da esquadra britânica, mesmo porque ele era de mentalidade terrestre. Suas maiores conquistas viriam daí. Desta forma, dentro das Wehrmacht, a Kriegsmarine não teve os mesmos benefícios fornecidos ao Exército ou a Luftwaffe. Sua estratégia naval seria a de criar, vagarosamente, uma pequena força, bem selecionada, de alta tecnologia, capaz de perseguir e destroçar seus opositores quando estes estivessem isolados. Era imperativo evitar um confronto direto de forças equivalentes.
Quando a guerra começou a frota de superfície estava longe de ser a ideal e, as boas oportunidades, quando se apresentaram, provou também que estava despreparada como ficou demonstrado na auto-destruição do cruzador Graf Spee e, mais tarde, a perda de vários destróieres e três cruzadores na Noruega. Em jun./1940, após a queda da França e a captura de diversos portos voltados para o Canal da Mancha, este panorama se alterou com o incremento da construção de submarinos e o começo da Batalha do Atlântico, situação da qual os alemães souberam tirar máximo proveito.
A organização da Kriegsmarine estava assim composta:


Comandante em Chefe (Oberbefehlshaber der Kriegsmarine):
Grande-Almirante Erich Raeder (24/09/28-30/01/43)
Grande-Almirante Karl Dönitz (30/01/43-01/05/45)
General-Almirante Hans-Georg von Friedeburg (01/05/45-08/05/45)
Chefe de Estado-Maior (Chef der Stabes der Seekriegsleitung):
Vice-Almirante Günther Guse (29/09/34-31/10/38)
Almirante Otto Schniewind (31/10/38-12/06/41)
Almirante Kurt Fricke (13/06/41-20/02/43)
Almirante Wilhelm Meisel (21/02/43-08/05/45)
Chefe de Operações (Chef der Operationsabteilung):
Capitão-do-mar Otto Ciliax  (29/09/34-22/9/36)
Contra-Almirante Wilhelm Marschall (22/09/36-01/10/37)
Vice-Almirante Kurt Fricke (01/10/37-12/06/41)
Contra-Almirante Gerhard Wagner (12/06/41-29/06/44)
Contra-Almirante Hans Karl Meyer (29/06/44-08/05/45)
Chefe da Frota Naval (Flottenchef):
Almirante Richard Foerster (22/09/33-20/12/36)
Almirante Rolf Carls (21/12/36-31/10/38)
Almirante Hermann Boehm (01/11/38-20/10/39)
Almirante Wilhelm Marschall (21/10/39-10/03/40)
Vice-Almirante Günther Lütjens (11/03/40-23/04/40)
Almirante Wilhelm Marschall  (24/04/40-17/06/40)
Almirante Günther Lütjens (18/06/40-27/05/41)
Vice-Almirante Leopold Siemens (27/05/41-12/06/41)
General-Almirante Otto Schniewind (12/06/41-31/07/44)
Vice-Almirante Wilhelm Meendsen-Bohlken (31/07/44-08/05/45)

Principais navios:
Couraçados:
Bismarck - 50.400 ton., comissionado em ago./40, afundado em mai./41 durante batalha naval no Atlântico Norte, 1.991 mortos.
Tirpitz - 50.400 ton., comissionado em fev./41, afundado em nov./44 por bombardeio aéreo em Tronso (Noruega), 971 mortos.
Cruzadores de batalha:
Scharnhorst - 32 mil ton., comissionado em jan./39, afundado em dez./43 durante batalha naval no Cabo Norte, 1.932 mortos.
Gneisenau - 32 mil ton., comissionado em mai./38, seriamente atingido em bombardeio aéreo em fev./42, descomissionado em jul./42, afundado deliberadamente em mar./45 em Gotenhafen.
Schleswig-Holstein - 13 mil ton., comissionado em jul./08, seriamente atingido por bombardeio aéreo em dez./44 em Gdynia. Afundado deliberadamente após.
Schlesien - 14 mil ton., comissionado em mai./08, destruido deliberadamente em mai./45 no Mar Báltico.
Cruzadores pesados:
Lützow (ex-Deutschland) - 13 mil ton., comissionado em abr./33, seriamente danificado em bombardeio aéreo em abr./45.
Admiral Scheer - 13 mil ton., comissionado em nov./34, afundado em bombardeio aéreo em abr./45 em Kiel.
Admiral Graf Spee - 13 mil ton., comissionado em jan./36, auto-destruído após cêrco do inimigo em dez./39 no Rio da Prata (Uruguai), 36 mortos.
Admiral Hipper - 16 mil ton., comissionado em abr./39, deliberadamente afundado em mai./45.
Blücher - 16 mil ton., comissionado em set./39, afundado em abr./40 durante batalha naval na Noruega (Oslo), número de mortos controverso.
Prinz Eugen - 17 mil ton., comissionado em ago./40, sobreviveu a guerra, entretanto foi usado como cobaia norte-americana em teste atômico em dez./46.
Seydlitz - 17 mil ton., conversão para porta-aviões incompleta, deliberadamente afundado em jan./45 em Königsberg.
Cruzadores leves:
Emden - 5.500 ton., comissionado em out./25, seriamente atingido por bombardeio aéreo em fev./45 em Kiel. Destruido deliberadamente dois meses depois.
Karlsruhe - 8 mil ton., comissionado em nov./29, atingido por torpedos e afundado em batalha naval em abr./40 na Noruega (Kristiansand).
Nürnberg - 9 mil ton., comissionado em nov./35, capturado ao final da guerra, transferido à Marinha russa.
Köln - 8.350 ton., comissionado em jan./30, afundado em Wilhelmshaven por bombardeio aéreo em mar./45.
Königsberg - 8 mil ton., comissionado em abr./29, afundado em abr./40 na Noruega (Bergen) após ter sido atingido por bombardeiro de mergulho.
Leipzig - 8 mil ton., comissionado em out./31, sobrevieu a guerra e foi capturado pelos britânicos.


segunda-feira, 25 de junho de 2012

MILCH, Erhard (*30/03/1892†25/01/1972)

Erhard Milch nasceu em Wilhelmshaven, Saxônia, em mar./1892. Pouco antes de completar dezoito anos ingressou no Exército Prussiano e participou da 1ª Grande Guerra como oficial de observação aérea onde alcançou a patente de Capitão e foi condecorado com as duas classes da Cruz de Ferro por bravura em combate. Terminado o conflito Milch abandonou o Exército, em jan./1920, de acordo com as limitações impostas pelo Tratado de Versalhes. Em 1931 ingressou no NSDAP e participou politicamente da subida do nacional-socialismo ao poder ao mesmo tempo que exercia a função de diretor comercial na empresa aérea estatal Lufthansa. Em mai./1933 foi convidado para assumir a Subsecretaria de Aviação do Reich, ficando diretamente subordinado ao Ministro da Aviação Hermann Göring que cumpria as determinações do Führer no sentido de modelar e criar a nova Força Aérea da Alemanha nazista. Em outubro daquele ano foi reativado no Exército como Coronel e, em abr./1936, transferido para a recém criada Luftwaffe no posto de General-de-aviação muito embora continuasse a exercer suas funções dentro do Ministério da Aeronáutica (RLM). Em fev./1939 foi indicado Inspetor Geral da Luftwaffe já como Coronel-general, posição que ocupou até os meses finais da guerra. Em abr./1940 assumiu o comando da 5ª Frota Aérea onde participou da campanha contra a Noruega e foi condecorado, merecidamente, com a Cruz de Cavaleiro da Cruz de Ferro. Em jul./1940, após a rendição dos franceses foi promovido à Marechal-de-campo juntamente com outros oficiais generais das Wehrmacht. Em nov./1941, após o suicídio do General Udet, substituiu-o na chefia do Departamento Técnico da Luftwaffe. Não obstante acumulasse várias posições políticas e técnicas Milch, por sua excelente capacidade, conseguiu realizar um trabalho esplendoroso por onde passou. Contudo divergências políticas fizeram-no perder prestígio ao mesmo tempo em que um acidente de carro sofrido, praticamente, o afastou do trabalho. No final da guerra foi feito prisioneiro pelos britânicos, julgado e condenado à prisão perpétua por crimes de guerra, sendo anistiado e libertado em jun./1954. Erhard Milch faleceu de causas naturais em jan./1972, aos 80 anos.
Promoções:
24/02/10 Cadete (Exército)
18/10/10 Aspirante
18/08/11 2º Tenente
18/08/15 1º Tenente
18/08/18 Capitão
28/10/33 Coronel
24/03/34 Major-general
28/03/35 Tenente-general
20/04/36 General-de-aviação (Luftwaffe)
01/11/38 Coronel-general
19/07/40 Marechal-de-campo

Principais condecorações:
04/10/14 Cruz de Ferro 1914 2ª Classe
19/10/15 Cruz de Ferro 1914 1ª Classe
11/11/35 Brevê de Piloto/Observador em Ouro e Diamantes
30/01/37 Insígnia de Ouro do NSDAP
? Cruz de Ferro 1939 2ª Classe (broche)
? Cruz de Ferro 1939 1ª Classe (broche)
05/05/40 Cruz de Cavaleiro da Cruz de Ferro




Principais posições/comandos:
05/05/33 - 21/02/35 Subsecretário de Aviação do Reich
22/02/35 - 19/06/44 Secretário de Aviação do Reich
01/02/39 - 08/05/45 Inspetor Geral da Luftwaffe
12/04/40 - 09/05/40 Cmte. 5ª Frota Aérea
09/05/40 - 18/11/41 Secretário de Estado para o Transporte Aéreo
19/11/41 - 19/06/44 Chefe do Departamento Técnico da Luftwaffe
20/06/44 - 31/01/45 Ministério da Produção de Guerra e Armamentos do Reich


Força Aérea da Alemanha (1935-1945)


Luftwaffe


Durante a 1ª Grande Guerra a força aérea das nações beligerantes era um apêndice do Exército e, no início, os aviões eram usados em missões de observação das tropas do inimigo. Com a melhoria da tecnologia, as aeronaves passaram a executar missões de bombardeamento e interceptação dando início a uma nova modalidade de combate. Ao terminar aquele conflito a Alemanha foi proibida de possuir aviação militar, conforme os ditames do Tratado de Versalhes, assinado em jun./1919.
Todavia os alemães procuraram, já em meados dos anos 20, burlar estas restrições mantendo dentro do limitado efetivo do Exército muitos pilotos veteranos da 1ª Guerra ao mesmo tempo que criavam uma empresa aérea estatal (Lufthansa) e incentivavam o renascimento da indústria aeronáutica. O vôo planado não estava incluído nas limitações do dito tratado e foi, evidentemente, difundido e regulamentado em diversas associações privadas objetivando a prática do " vôo esportivo" e a competição entre os pilotos.
O diretor comercial da Lufthansa, Erhard Milch, transformou a empresa comercial numa das mais eficientes da Europa, estendendo as linhas para todo o continente e aumentando a frota de aeronaves, o que fez a indústria aeronáutica experimentar um vigoroso crescimento e a formação de muitos pilotos.
A Força Aérea na Alemanha começou a moldar-se, sigilosamente, por volta do início dos anos 30 depois que algumas cláusulas do infame tratado foram negociadas com os franceses e britânicos. Tão logo o nacional-socialismo assumiu o poder, Hitler designou Göring como seu Ministro para Assuntos Aeronáuticos com a missão de criar uma nova força militar, independente do Exército. Imediatamente Göring indicou Milch como Sub-secretário de Estado, recebendo todo o apoio do governo. Em dois anos de árduo trabalho Milch conseguiu formar, secretamente, centenas de novos pilotos militares e reunir uma frota de quase 1.900 aeronaves com 20 mil homens além de integrar todas as associações esportivas aéreas na nova força. Em mar./1935 Hitler autorizou a criação da Luftwaffe, rasgando de vez o Tratado de Versalhes. Um ano depois a nova arma era uma das mais poderosas e modernas da Europa e sua participação na Guerra Civil da Espanha, em apoio aos nacionalistas do General Franco, mostrou ao mundo o quanto ela seria temida. A "Legião Condor" retornou à Alemanha, em mar./1939, com mais experiência e pronta para a nova missão que lhe seria imposta em breve - apoiar antecipadamente o avanço rápido das forças terrestres de infantaria e carros blindados na tática que ficaria mundialmente conhecida como blitzkrieg.
A estrutura hierárquica do Ministério da Aviação, da qual o comando da Luftwaffe estava subordinado, foi assim composto:



Ministério da Aviação do Reich (Reichsluftfahrtministerium - RLM):
30/01/33 - 24/04/45 Ministro do Reich Hermann Göring
Secretário de Estado da Aviação (Staatssekretär der Luftfahrt):
05/05/33 - 20/06/44 MC Erhard Milch
Comandante-chefe da Luftwaffe (Oberbefehlshaber der Luftwaffe - ObdL):
01/03/35 - 24/04/45 Marechal do Reich Hermann Göring
25/04/45 - 08/05/45 MC Robert von Greim
Chefe de Estado-Maior da Luftwaffe (Chef der Generalstabes):
01/03/35 - 03/06/36 TG Aviação Walter Wever
05/06/36 - 31/05/37 Gen. Aviação Albert Kesselring
01/06/37 - 31/01/39 Gen. Aviação Hans-Jürgen Stumpff
01/02/39 - 19/08/43 CG Hans Jeschoneck
25/08/43 - 22/07/44 CG Günther Korten
02/08/44 - 28/10/44 Gen. Aviação Werner Kreipe
12/11/44 - 08/05/45 Gen. Aviação Karl Koller
Chefe de Operações da Luftwaffe (Chef der Luftwaffenführungsstabes):
01/03/35  - 30/09/35 MG Bernhard Kühl
01/10/35 - 28/02/37 Coronel Wilhelm Mayer
01/03/37 - 30/06/37 Maj. Paul Deichmann
01/07/37 - 31/01/38 TG Bernhard Kühl
01/02/38 - 31/01/39 CG Hans Jeschoneck
01/02/39 - 10/04/42 TG Otto Hoffmann von Waldau
11/04/42 - 30/05/43 CG Hans Jeschoneck
01/06/43 - 03/09/43 TG Rudolf Meister
04/09/43 - 31/08/44 TG Karl Koller
01/09/44 - 22/04/45 MG Eckhardt Christian
23/04/45 - 06/05/45 MG Karl Heinz Schulz
Inspetor Geral da Luftwaffe (Generalinspekteur):
01/02/38 - 31/01/39 TG Bernhard Kühl
01/02/39 - 07/01/45 MC Erhard Milch
Departamento Técnico da Luftwaffe (Generalluftzeugmeister):
09/06/36 - 17/11/41 CG Ernst Udet
19/11/41 - 20/06/44 MC Erhard Milch
Chefe da Defesa Aérea do Reich (Chef der Luftwehr):
01/02/38 - 31/01/39 Gen. Artilharia Antiaérea Günther Rüdel
01/02/39 - 11/01/40 CG Hans-Jürgen Stumpff
12/01/40 - 31/08/42 Gen. Artilharia Antiaérea Günther Rüdel


sexta-feira, 22 de junho de 2012

Exército Alemão (1938-1945)


Heer


O comando do Exército Alemão estava subdividido, durante a 2ª Guerra Mundial, em áreas geográficas de atuação, a saber:

Alto Comando do Oeste (Oberbefehlshaber der West - Oberwest) - França
01/10/40 - 01/05/41 MC Gerd von Rundstedt
01/05/41 - 15/03/42 MC Erwin von Witzleben
15/03/42 - 02/07/44 MC Gerd von Rundstedt
02/07/44 - 16/08/44 MC Günther von Kluge
16/08/44 - 03/09/44 MC Walter Model
03/09/44 - 11/03/45 MC Gerd von Rundstedt
11/03/45 - 22/04/45 MC Albert Kesselring
Alto Comando do Leste (Oberbefehlshaber der Ost - Oberost) - Polônia
03/10/39 - 26/10/39 CG Gerd von Rundstedt
26/10/39 - 01/05/40 CG Johannes Blaskowitz
01/05/40 - 21/07/40 TG Curt Ludwig von Gienanth
21/07/40 dissolvido
Alto Comando do Sul (Oberbefehlshaber der Süd - Obersüd) - Itália, Mediterrâneo e norte África
02/12/41 - 16/11/43 MC Albert Kesselring
16/11/43 dissolvido
Obs.: sucedido pelo Alto Comando do Sudoeste
Alto Comando do Sudoeste (Oberbefehlshaber der Südwest - Obersüdwest) - Itália
26/11/43 - 23/10/44 MC Albert Kesselring
23/10/44 - 15/01/45 CG Heinrich von Vietinghoff-Scheel
15/01/45 - 10/03/45 MC Albert Kesselring
10/03/45 - 29/04/45 CG Heinrich von Vietinghoff-Scheel
29/04/45 - 02/05/45 Gen. Infantaria Friedrich Schulz
Obs.: comando integrado ao Grupo de Exércitos C, depois Norte
Alto Comando do Sudeste (Oberbefehlshaber der Südost - Obersüdost) - Balcãs e Grécia
01/01/43 - 06/08/43 CG Alexander Löhr
06/08/43 - 25/03/45 MC Maximillian von Weichs
23/05/45 - 08/05/45 CG Alexander Löhr
Obs.: comando integrado ao Grupo de Exércitos F
Alto Comando do Nordeste (Oberbefehlshaber der Nordwest - Obernordwest)
21/03/45 - 08/05/45 MC Ernst Busch
Obs.: renomeado Alto Comando do Norte (Oberbefehlshaber der Nord - Obernord) em mai./45
Alto Comando da Holanda (Oberbefehlshaber Niederland)
10/11/44 - 28/01/45 Gen. Aviação Friedrich Christiansen
28/01/45 - 20/03/45 Gen. Infantaria Günther Blumentritt
20/03/45 - 07/04/45 Gen. Cavalaria Philipp Kleffel
07/04/45 - 04/05/45 CG Johannes Blaskowitz
Obs.: posto acumulado com o comando do 25º Exército a partir de nov./44
Chefe do Estado-Maior do Exército (Chef der Generalstabes):
01/07/35 - 27/08/38 TG Ludwig Beck
01/09/38 - 24/09/42 CG Franz Halder
24/09/42 - 10/06/44 CG Kurt Zeitzler
10/06/44 - 21/07/44 TG Adolf Heusinger
21/07/44 - 28/03/45 CG Heinz Guderian
01/04/45 - 01/05/45 Gen. Infantaria Hans Krebs

Forças Armadas da Alemanha (1938-1945)


Wehrmacht


Wehrmacht é a palavra em alemão que significa Forças Armadas durante a existência do 3º Reich. Era composta pelo Exército (Heer), Marinha (Kriegsmarine), Força Aérea (Luftwaffe) e Waffen-SS. Esta última era formada por soldados armados oriundos das Tropas de Proteção (SS) do NSDAP criadas antes da subida do nacional-socialismo ao poder. Assemelhava-se ao Exército regular e até rivalizava com este, embora seus elementos fossem dotados também de rígida formação política. Na prática, Exército e Waffen-SS lutaram lado a lado nas batalhas terrestres da 2ª Guerra Mundial.
Após o expurgo de vários altos oficiais, uma grande reforma foi implementada na estrutura das Wehrmacht por Adolf Hitler, em fev./1938. A partir de então a cadeia hierárquica passou a ser a seguinte:

Comandante Supremo das Forças Armadas (Obersterbefehlshaber der Wehrmacht):
Adolf Hitler (Führer e Chefe de Estado) ¹
Alto Comando das Forças Armadas (Oberkommando der Wehrmacht-OKW):
Marechal-de-campo Wilhelm Keitel (fev./38-mai./45)* ²
#Chefe de Operações do OKW (Wehrmachtführungsstab):
Coronel-general Alfred Jodl (ago./39-mai./45) ²
Alto Comando do Exército (Oberkommando der Heer-OKH):
Marechal-de-campo Walther von Brauschitsch (fev./38-dez./41)
Adolf Hitler (dez./41-mai./45) ¹
Marechal-de-campo Ferdinand Schörner (mai./45)
Alto Comando da Força Aérea (Oberkommando der Luftwaffe-OKL):
Marechal-do-Reich Hermann Göring (fev./38-abr./45) ¹
Marechal-de-campo Robert von Greim (abr./45-mai./45) ¹
Alto Comando da Marinha (Oberkommando der Kriegsmarine-OKM):
Grande-Almirante Erich Raeder (fev./38-jan./43) ³
Grande-Almirante Karl Dönitz (jan./43-mai./45) ³
General-Almirante Hans-Georg von Friedeburg (mai./45) ¹
Obs.: * Na prática o Marechal Keitel não tinha influência alguma sobre operações da Luftwaffe e da Marinha e as do Exército lhe eram limitadas. Hitler o colocara nessa posição militar apenas para tê-lo executando suas ordens devido às suas caracteristicas pessoais, extremamente subserviente.
¹ Suicidou-se no final da guerra
² Condenado à morte pelo Tribunal de Nuremberg
³ Condenado à prisão pelo Tribunal de Nuremberg

quarta-feira, 20 de junho de 2012

MEINDL, Eugen (*16/07/1892†24/01/1951)


Eugen Meindl nasceu em jul./1892 tendo ingressado no Exército tão logo completou vinte anos. Em fev./1914 foi comissionado oficial (2º Tenente) participando da 1ª Grande Guerra com louvor tendo em vista que foi condecorado com as duas classes da Cruz de Ferro 1914. Ao terminar o conflito, como 1º Tenente, permaneceu no Exército apesar das restrições impostas pelo Tratado de Versalhes. Em ago./1936 foi promovido à Tenente-coronel estando no comando de numa unidade de artilharia. No começo da 2ª Guerra Mundial, já no posto de Coronel, participou das primeiras ações da  campanha contra a Polônia, Noruega e França ainda em unidade de artilharia. Em set./1940 transferiu-se para a Luftwaffe na tropa paraquedista após concluir o curso básico exigido. Meindl foi designado comandante do 1º Regimento de Assalto Paraquedista tendo papel preponderante na invasão da ilha de Creta. Devido ao bom desempenho em campo de batalha foi condecorado com a Cruz de Cavaleiro da Cruz de Ferro. Em out./1942 foi indicado para o comando do 1º Corpo de Campo da Luftwaffe, unidade esta que foi gradativamente sendo renomeada até tornar-se 2º Corpo Paraquedista. Meindl foi promovido à General-paraquedista e ficou à frente deste contingente até o final da guerra onde participou de batalhas na França, Holanda e nas Ardenas. Por seu enorme espírito de liderança e resultados alcançados foi agraciado com a raríssima Cruz de Cavaleiro com Folhas de Carvalho e Espadas. Após o cessar-fogo foi feito prisioneiro dos britânicos por dois anos e faleceu em Munique, aos 58 anos.
Promoções:
27/07/12 Cadete (Exército)
22/03/13 Aspirante
17/02/14 2º Tenente
18/04/17 1º Tenente
01/08/24 Capitão
01/04/34 Major
01/08/36 Tenente-coronel
01/04/39 Coronel
01/09/40 Coronel (Luftwaffe)
01/01/41 Major-general
01/02/43 Tenente-general
01/04/44 General-paraquedista


Principais condecorações:
18/07/15 Cruz de Ferro 1914 2ª Classe
17/01/16 Cruz de Ferro 1914 1ª Classe
22/10/39 Cruz de Ferro 1939 2ª Classe (broche)
10/06/40 Cruz de Ferro 1939 1ª Classe (broche)
14/06/41 Cruz de Cavaleiro da Cruz de Ferro
27/07/42 Cruz Germânica em ouro
31/08/44 Cruz de Cavaleiro com Folhas de Carvalho (564º)
08/05/45 Cruz de Cavaleiro com Folhas de Carvalho e Espadas (155º)




Principais posições/comandos:
15/10/35 - 09/11/38 Cmte. 1º Batalhão do 5º Regimento de Artilharia
10/11/38 - 09/08/40 Cmte. 112º Regimento de Artilharia de Montanha
01/09/40 - 11/05/41 Cmte. 1º Regimento de Assalto Paraquedista
19/06/41 - 25/02/42 Cmte. 1º Regimento de Assalto Paraquedista
??/09/42 - 30/09/42 Cmte. Divisão da Luftwaffe Meindl
01/10/42 - 08/05/45 Cmte. 1º Corpo de Campo, depois 13º Corpo Aéreo, depois 2º Corpo Paraquedista
21/07/43 - 04/11/43 Inspetor das Unidades de Campo da Luftwaffe


terça-feira, 19 de junho de 2012

BRÄUER, Bruno Oswald (*04/02/1893†20/05/1947)


Bruno Bräuer nasceu em Willmannsdorf no estado alemão da Silésia em fev./1893. Aos dezoito anos ingressou no Exército como Soldado tendo participada da 1ª Grande Guerra onde foi agraciado com as duas classes da Cruz de Ferro. No cessar-fogo, em nov./1918, Bräuer era aspirante à oficial. Em agosto do ano seguinte foi comissionado 2º Tenente e, devido as restrições impostas pelo Tratado de Versalhes abandonou o Exército e ingressou na Polícia, uma forma transversa de burlar o dito tratado. Em jun./1935 atingiu o posto de Major da Polícia e em outubro daquele ano transferiu-se para a recém criada Luftwaffe. Em abr./1938 foi indicado comandante do 1º Batalhão do 1º Regimento Paraquedista. Em janeiro do ano seguinte, após ser promovido á Coronel, assumiu o comando geral daquele regimento. Nesta posição participou das primeiras ações da 2ª Guerra Mundial na Polônia, Holanda, Bálcãs e Creta. Por seu brilhante espírito de liderança diante de seus subordinados foi condecorado com a Cruz de Cavaleiro da Cruz de Ferro.

Em set./1941 alcançou o generalato e um ano depois foi designado para servir no comando da Luftwaffe na ilha de Creta. Em fev./1943 assumiu o comando da Fortaleza Creta em conjunto com o comando da Região Aérea no local. Em jun./1944 foi promovido à General-paraquedista e em março do ano seguinte foi designado comandante da 9ª Divisão Paraquedista onde lutou na defesa do território alemão até cair prisioneiro dos britânicos no fim das hostilidades. Bräuer foi transferido para o cativeiro grego onde foi julgado e condenado à morte por crimes de guerra enquanto esteve no comando militar da ilha de Creta. Bruno Bräuer foi executado em Atenas em mai./1947, aos 54 anos.
Promoções:
01/12/11 Soldado (Exército)
01/07/12 Cabo
01/10/15 Sargento Jr.
01/12/16 1º Sargento
01/10/17 Aspirante
07/08/19 2º Tenente
01/01/20 2º Tenente (Polícia)
29/09/23 1º Tenente (Polícia)
04/04/28 Capitão (Polícia)
01/06/35 Major (Polícia)
01/10/35 Major (Luftwaffe)
01/01/38 Tenente-coronel
01/01/39 Coronel
01/09/41 Major-general
06/09/42 Tenente-general
01/06/44 General-paraquedista
Principais condecorações:
14/10/14 Cruz de Ferro 1914 2ª Classe
01/04/17 Cruz de Ferro 1914 1ª Classe
20/10/39 Cruz de Ferro 1939 2ª Classe (broche)
23/05/40 Cruz de Ferro 1939 1ª Classe (broche)
24/05/40 Cruz de Cavaleiro da Cruz de Ferro







Principais posições/comandos:
01/04/38 - 31/12/38 Cmte. 1º Batalhão do 1º Regimento Paraquedista
01/01/39 - 05/09/42 Cmte. 1º Regimento Paraquedista
06/09/42 - 22/02/43 E-M do Cmdo. da Fortaleza Creta / OKL¹
23/02/43 - 31/05/44 Cmte. Fortaleza Creta / Cmte. Região Aérea de Creta
02/03/45 - 08/05/45 Cmte. 9ª Divisão Paraquedista

Obs.: ¹ Alto Comando da Luftwaffe.

 

STUDENT, Kurt Arthur Benno (*12/05/1890†01/07/1978)


Pai dos Paraquedistas

Kurt Student nasceu em mai./1890 em Neumark, hoje território polonês. Com quase vinte anos ingressou no Exército sendo comissionado 2º Tenente em mar./1911. Student participou da 1ª Grande Guerra como piloto de caça e abateu naquele conflito seis aviões inimigos sendo condecorado com as duas classes da Cruz de Ferro de 1914. Ao final das hostilidades, já no posto de Capitão, permaneceu nas fileiras do Exército apesar das restrições impostas pelo Tratado de Versalhes. Em set./1933 transferiu-se para a secreta Força Aérea já como Major e dois anos mais tarde foi promovido à Coronel. Em abr./1938 chegou ao generalato e foi colocado como comandante da 3ª Divisão Aérea, o embrião da tropa paraquedista. Em agosto assumiu o comando da 7ª Divisão Aeroterrestre e executou com sucesso o assalto à fortaleza de Eben-Emael na Bélgica, o estopim da invasão dos países baixos. Por seu brilhante desempenho foi condecorado com a Cruz de Cavaleiro da Cruz de Ferro. Dois dias depois feriu-se em combate e passou 5 meses hospitalizado. Nesse intervalo foi promovido à General-de-aviação por merecimento. Ao retornar continuou a desempenhar sua função de inspetor das tropas paraquedistas sem prejuízo das demais posições. Em dez./1940 foi designado para comandar o 11º Corpo Aéreo e participou efetivamente da campanha dos Balcãs e, principalmente, da invasão da ilha de Creta.
Em set./1943 planejou, em operação de comando, o rapto do Duce, prisioneiro no Hotel Gran Sasso, na Itália. Pelo sucesso da empreitada foi condecorado com a cobiçada Folhas de Carvalho para sua Cruz de Cavaleiro. Em mar./1944 seu Corpo Aéreo foi elevado à categoria de 1º Exército Paraquedista com expoente participação na defesa da cidade holandesa de Arnhem, muito embora ele tenha sido ferido novamente.
Após sua recuperação e, até o fim da guerra, esteve à frente de diversos Grupos de Exércitos no front oeste, contudo a situação das Wehrmacht já se tornara desesperadora. Kurt Student passou três anos em cativeiro aliado e faleceu em jul./1978, aos 88 anos, ficando conhecido na história militar da Alemanha como o "pai dos paraquedistas".
Promoções:
03/03/10 Aspirante (Exército)
20/03/11 2º Tenente
18/06/15 1º Tenente
20/06/18 Capitão
01/01/30 Major
01/09/33 Major (Força Aérea)
01/01/34 Tenente-coronel
20/10/35 Coronel
01/04/38 Major-general (Luftwaffe)
01/01/40 Tenente-general
29/05/40 General-de-aviação
01/05/43 General-paraquedista
13/07/44 Coronel-general
Principais condecorações:
26/09/14 Cruz de Ferro 1914 2ª Classe
29/08/15 Cruz de Ferro 1914 1ª Classe
20/09/39 Cruz de Ferro 1939 2ª Classe (broche)
20/09/39 Cruz de Ferro 1939 1ª Classe (broche)
12/05/40 Cruz de Cavaleiro da Cruz de Ferro
02/09/40 Brevê de Piloto/Observador em Ouro e Diamantes
27/09/43 Cruz de Cavaleiro com Folhas de Carvalho (305º)




Principais posições/comandos:
01/04/38 - 03/07/38 Cmte. 3ª Divisão Aérea
03/07/38 - 31/08/38 Cmte. Tropas Aerotransportadas
31/08/38 - 14/05/40¹ Cmte. 7ª Divisão Aérea (Paraquedista)
01/02/39 - 31/05/41 Inspetor Geral de Tropas Paraquedistas
19/12/40 - 01/03/44 Cmte. 11º Corpo Aéreo (Paraquedista)
01/06/41 - 28/02/44 Cmte. Geral de Tropas Paraquedistas
01/03/44 - 27/10/44 Cmte. 1º Exército Paraquedista
30/10/44 - 10/11/44 Cmte. Grupo de Exércitos Student²
07/11/44 - 28/01/45 Cmte. Grupo de Exércitos H
28/01/45 - 08/05/45 Cmte. Geral de Tropas Paraquedistas
28/03/45 - 10/04/45 Cmte. Grupo de Exércitos Student
10/04/45 - 28/04/45 Cmte. 1º Exército Paraquedista
29/04/45 - 08/05/45 Cmte. Grupo de Exércitos Vístula

Obs.: ¹ Ferido e hospitalizado. ² Composto pelos 1º Exército Paraquedista, 15º Exército e Cmdo. Militar da Holanda




segunda-feira, 18 de junho de 2012

Paraquedistas Alemães


Fallschirmjäger


Muito embora o paraquedas tenha sido inventado na Antiguidade ele passou séculos no esquecimento e somente foi usado de forma efetiva durante a 1ª Grande Guerra (ago./1914-nov./1918), ocasião na qual os pilotos das precárias aeronaves (aviões de caça e balões de observação) equipavam-se com este dispositivo para salvar a vida em caso de serem abatidos pelo fogo do inimigo. Não passava de uso defensivo.
Em meados da década de 30 os soviéticos já haviam criado uma tropa específica com a finalidade de assalto aeroterrestre que muito impressionou os militares alemães. Uma demostração do Exército Vermelho com 1.500 soldados lançados, com sucesso, de paraquedas, levando armas e equipamentos leves provou que esta nova maneira de ataque poderia revolucionar a arte da guerra em campo, proporcionando ao incursor, além do elemento surpresa aéreo, uma grande vantagem na velocidade do deslocamento até a posição essencial na conquista do território.
Naquele período, já com os nazistas no poder, era certo que os responsáveis pelo rearmamento militar alemão não tapassem os olhos para este novo modelo de assalto extraordinário. Hermann Göring, fiel escudeiro de Adolf Hitler e criador secreto da então nascente Luftwaffe, designou um homem de sua total confiança para a missão de modelar a tropa paraquedista em parceria com o Exército. Seu nome: Major-general Kurt Student, antigo ás de caça da 1ª Grande Guerra. A história deste homem iria se confundir, daqui em diante, com a história do paraquedismo militar na Alemanha, sem dúvida alguma o país que melhor soube tirar proveito desta nova tropa durante a 2ª Guerra Mundial.
Considerando o caráter de risco deste novo contingente, seus integrantes seriam todos voluntários e, assim, os primeiros que se apresentaram para o rigoroso treinamento foram antigos membros da guarda pessoal de Göring que formariam o 1º Regimento Paraquedista General Göring, mais tarde transferida para a Luftwaffe sob o comando do General Student. Este militar estava disposto a aumentar o efetivo do seleto grupo e transformá-lo em divisão de elite para emprego em operações de larga escala. Devido ao escasso tempo para execução desta grandiosa missão, não conseguiu participar dos combates iniciais da 2ª Guerra, todavia seus discípulos participaram com louvor de operações de socorro na invasão da Noruega, em abr./1940.
No mês seguinte, ao se deflagrar a ofensiva das Wehrmacht contra os países baixos e França, os paraquedistas mostraram, de fato, sua capacidade e enorme poder ofensivo ao tomarem de assalto a sólida fortaleza belga de Eben-Emael, às margens do Canal Albert. Na ocasião um grupo de apenas 78 soldados paraquedistas desembarcados, em silêncio, por dez planadores conquistaram em poucas horas o forte, considerado até então indestrutível, composto por uma guarnição de 700 homens e enorme poder de fogo. As baixas alemães foram de somente 6 homens e 15 feridos para tão grandiosa conquista, pois a fronteira da França ficara, então, desguarnecida naquele ponto. O General Student, finalmente, conseguira provar que suas teorias militares sobre o assalto aeroterrestre estavam corretas. Ele e seus homens foram promovidos e cobertos de condecorações pessoalmente pelo Führer.
Após a queda da França e a consequente euforia do povo alemão pela retumbante vitória, muitos jovens correram para se voluntariarem na tropa paraquedista, unidade tão nova e já coberta de glórias em batalha. Os comandados de Student, agora prestigiados dentro e fora do seio militar e, principalmente, gozando da boa reputação do ditador, ganhou status de Corpo Aéreo. Aviões, armas e equipamento foram postos à disposição de seu comandante e os projetos não cessavam de nascer. No começo de 1941 o Corpo estava mais forte que nunca, a 7ª Divisão Aerotransportada era composta por três regimentos de paraquedistas completos e uma série de unidades leves e de apoio administrativo. Student tinha ainda sob seu controle direto um Regimento de Assalto, capaz de entrar em combate por meio de lançamento de paraquedas ou desembarque por planadores. Todos ansiosos por ação.
Antes de deslanchar a ofensiva contra a Rússia, Hitler decidiu consolidar sua posição estratégica nos Balcãs, subjugando o levante dos nacionalistas na Iugoslávia e invadindo a Grécia que havia detido a ofensiva dos italianos, empurrando-os de volta ao território albanês. Na sequência ele também incluiu nos seus planos a conquista da ilha de Creta a fim de controlar os aeródromos locais e as águas do Mediterrâneo naquela região. Em três semanas de combate os alemães bombardearam Belgrado, assumiram o poder naquele país e conquistaram Atenas fazendo com que os gregos capitulassem. Há de se registrar a participação eficaz dos paraquedistas no assalto aeroterrestre a cidade de Corinto com a captura de mais de 2.500 soldados britânicos e gregos.
A investida a seguir seria a conquista da ilha de Creta (Operação Mercúrio), para onde se refugiou a maior parte das tropas inglesas. Esta ação, prestes a ocorrer, tornar-se-ia a maior operação de paraquedistas de toda a 2ª Guerra. Student planejou o assalto a ilha contando apenas com soldados da Luftwaffe, não haveria carros blindados nem navios de guerra a sua disposição. Na manhã de 22/05/1941 iniciou-se a invasão aérea conjunta através de salto de paraquedas e planadores, entretanto os defensores lutaram bravamente ocasionando muitas baixas entre os invasores. As condições do salto somente permitiram que os soldados portassem armas de mão e ao chegarem no solo buscassem os containers que traziam metralhadoras, fuzis, lança-morteiros e munição. Houve uma grande confusão pois o terreno empoeirado e o vento forte fez a visibilidade cair à zero. Alguns aviões danificados ficaram em meio à pista de pouso e muitos planadores se espatifaram no solo ou aterrissaram distante dos objetivos. Na medida que os aeródromos eram tomados, mais tropas transportadas chegavam para substituir as baixas. Para piorar, os telefones deixaram de funcionar devido ao corte dos cabos pelos guerrilheiros gregos. Por volta das 18 h quase 8 mil soldados aerotransportados haviam chegado a Creta, muitos dos quais mortos antes de entrarem em combate. Student, de Atenas, avaliava apreensivo a delicada situação de seus homens e alguns militares do seu staff o aconselhavam a cancelar toda a operação. Decidido a conquistar seu objetivo o general enviou mais soldados e em cinco dias de combates violentos conseguiu estabilizar a linha enquanto o inimigo começava a recuar. O inicio da evacuação dos defensores pelo mar era o sinal da vitória dos paraquedistas.
Na conquista da ilha Student perdeu 6 mil soldados e 150 aviões de transporte (Ju-52), mas isso não balançou sua fé nas vantagens do assalto aeroterrestre, afinal Creta tinha um importante valor estratégico. Por outro lado os britânicos e gregos perderam 13 mil homens entre mortos, feridos ou aprisionados, ainda que outros 16 mil tenham sido evacuados para o Egito atravessando o Mediterrâneo. O preço da vitória, evidentemente, havia sido caro demais.
Dois meses depois Student e alguns dos seus oficiais sobreviventes, que participaram do assalto a Creta, foram convocados ao QG de Hitler para uma cerimônia de entrega de condecorações. O general, envaidecido, esperava ouvir elogios e congratulações do ditador, contudo no final do evento deixou o local completamente derrotado - Hitler lhe comunicou que jamais ordenaria outra operação aeroterreste de tamanha envergadura! Parecia que os dias da tropa paraquedista estavam em contagem regressiva, pois dalí por diante ela somente seria empregada como força regular de infantaria.
Estava reservado, todavia, um lugar de honra na história da guerra para esta valorosa tropa de elite. Muito embora nenhuma outra operação de lançamento de paraquedistas, em larga escala, tivesse sido executada, Student e seus homens provariam que o excelente treinamento e o rigoroso processo de seleção foram fundamentais em outras ações. Em set./1943 em uma ousada operação de comando, alguns paraquedistas desembarcados por planadores no Monte de Gran Sasso, na Itália, conseguiram resgatar o recém-deposto Mussolini de sua prisão. Esta ação valeu a Student as Folhas de Carvalho de sua Cruz de Cavaleiro, uma honrosa homenagem para poucos. Em meados do ano seguinte um destacamento de paraquedistas entusiasmados conseguiu deter os aliados na abadia de Monte Cassino, também na Itália, por mais de 4 meses. Em junho daquele ano fizeram parte, já com o status de 1º Exército Paraquedista, dos defensores da Normandia após o desembarque anglo-americano, no Dia-D. Em setembro, na Holanda, também os paraquedistas alemães estiveram presentes de forma enfática na derrota dos britânicos em Arnhem. Alí, curiosamente, ambos os lados da batalha lutaram com paraquedistas. No fim do ano tomaram parte da Batalha das Ardenas, agregado ao Grupo de Exércitos H, comandado pelo Coronel-general Student. Onde quer que fosse necessário combatentes de valor os paraquedistas eram convocados. Seu legado após a guerra, dentro e fora da Alemanha, é exemplo a ser seguido até os dias de hoje.





quinta-feira, 14 de junho de 2012

Aliados do Eixo Condecorados


Finlândia


Nome: Emil von Mannerheim (jun./1867-jan./1951)
Posição/comando: Marechal/Presidente/C-C do Exército
Condecoração: 05/08/44 - Cruz de Cavaleiro com Folhas de Carvalho (7º)






Nome: Axel-Erich Heinrichs (jul./1890-nov./1965)
Posição/comando: General de Infantaria/Chefe de E-M das Forças Armadas
Condecoração: 05/08/44 - Cruz de Cavaleiro da Cruz de Ferro








Romênia

 
Nome: Corneliu Teodorini (set./1893-jul./1976)
Posto/comando: General de Divisão/Cmte. 8ª Divisão de Cavalaria
Condecoração: 08/12/43 - Cruz de Cavaleiro com Folhas de Carvalho (4º)






Nome: Mihail Lascär (nov./1889-jul./1959)
Posto/comando: General de Corpo de Exército/Cmte. 6ª Divisão de Infantaria
Condecoração: 27/11/42 - Cruz de Cavaleiro com Folhas de Carvalho (1º)
Obs.: aprisionado pelos soviéticos em Stalingrado







Nome: Petre Dumitrescu (fev./1882-jan./1950)
Posto/comando: General de Exército/Cmte. Grupo de Exércitos Dumitrescu
Condecoração: 04/04/44 - Cruz de Cavaleiro com Folhas de Carvalho (5º)







Nome: Ion Antonescu (jun./1882-jun./1946)
Posto/comando: Marechal/1º Ministro/C-C das Forças Armadas
Condecoração: 06/08/41 - Cruz de Cavaleiro da Cruz de Ferro
Obs.: Capturado, julgado, condenado à morte e executado





Nome: Corneliu Dragalina (fev./1887-jul./1949)
Posto/comando: General de Divisão/Cmte. 6º Corpo de Exército
Condecoração: 06/08/42 - Cruz de Cavaleiro da Cruz de Ferro








Nome: Ermil Gheorghiu (fev./1896-jan./1977)
Posto/comando: General de Divisão/Chefe de E-M da Força Aérea
Condecoração: 04/04/44 - Cruz de Cavaleiro da Cruz de Ferro







Nome: Radu Korne (dez./1895-abr./1949)
Posto/comando: General de Brigada/Cmte. 8ª Divisão de Cavalaria
Condecoração: 18/12/42 - Cruz de Cavaleiro da Cruz de Ferro







Nome: Nicolae Tataranu (out./1890-mai./1953)
Posto/comando: General de Brigada/Cmte. 20ª Divisão de Infantaria
Condecoração: 17/12/42 - Cruz de Cavaleiro da Cruz de Ferro








Nome: Gheorghe Rascanescu (jan./1900-ago./1944)
Posto/comando: Coronel/Cmte. 1º Batalhão do 15º Regimento de Infantaria
Condecoração: 04/12/42 - Cruz de Cavaleiro da Cruz de Ferro
Obs.: desaparecido em combate, considerado morto






Nome: Ioan Dumitrache (ago./1889-mar./1977)
Posto/comando: General de Divisão/Cmte. 2ª Divisão de Montanha
Condecoração: 21/11/42 - Cruz de Cavaleiro da Cruz de Ferro







Nome: Gheorghe Manoliu (mai./1888-ago./1980)
Posto/comando: General de Divisão/Cmte. 4ª Divisão de Montanha
Condecoração: 30/08/42 - Cruz de Cavaleiro da Cruz de Ferro







Nome: Ioan Palaghita (fev./1899-mai./1943)
Posto/comando: Coronel/Cmte. 1º Batalhão do 94º Regimento de Infantaria
Condecoração: 07/04/43 - Cruz de Cavaleiro da Cruz de Ferro
Obs.: morto em combate na Rússia






Nome: Leonhard Mociulschi (mar./1889-abr./1979)
Posto/comando: General de Brigada/Cmte. 3ª Divisão de Montanha
Condecoração: 19/12/43 - Cruz de Cavaleiro da Cruz de Ferro







Nome: Emanoil Ionescu (mar./1893-jul./1949)
Posto/comando: General de Divisão/Cmte. 1º Corpo Aéreo
Condecoração: 10/05/44 - Cruz de Cavaleiro da Cruz de Ferro







Nome: Horia Macellariu (abr./1894-jul./1989)
Posto/comando: Contra-Almirante/Cmte. da Frota Naval
Condecoração: 21/05/44 - Cruz de Cavaleiro da Cruz de Ferro







Nome: Edgar Radulescu (dez./1890-?)
Posto/comando: General de Brigada/Cmte. 11ª Divisão de Infantaria
Condecoração: 03/07/44 - Cruz de Cavaleiro da Cruz de Ferro







Nome: Ioan Racovita (mar./1889-jun./1954)
Posto/comando: General de Corpo de Exército/Cmte. 4º Exército
Condecoração: 08/07/44 - Cruz de Cavaleiro da Cruz de Ferro








Nome: Ioan Hristea (mar./1897-?/1972)
Posto/comando: Coronel/2º Regimento de Cavalaria Kalarasch
Condecoração: 28/03/43 - Cruz de Cavaleiro da Cruz de Ferro

Japão



Nome: Isoroku Yamamoto (abr./1884-abr./1943)
Posto/comando: Grande-almirante/Cmte. Frota Combinada
Condecoração: 27/05/43 - Cruz de Cavaleiro com Folhas de Carvalho e Espadas (1º e único), póstuma
Obs.: emboscado e morto em ataque aéreo





Nome: Yneichi Koga (set./1885-mar./1944)
Posto/comando: Grande-almirante/Cmte. Frota Combinada
Condecoração: 12/05/44 - Cruz de Cavaleiro com Folhas de Carvalho (6º), póstuma
Obs.: desaparecido em acidente aéreo






Hungria



Nome: Miklós Horthy (jun./1868-fev./1957)
Posto/comando: Almirante/Regente/C-C do Exército
Condecoração: 10/09/41 - Cruz de Cavaleiro da Cruz de Ferro







Nome: Béla Miklos von Dálnoki (jun./1890-nov./1948)
Posto/comando: Marechal/1º Ministro/Cmte. 1º Exército
Condecoração: 04/12/41 - Cruz de Cavaleiro da Cruz de Ferro







Nome: Gustáv Jány (out./1883-nov./1947)
Posto/comando: Coronel-general/Cmte. 2º Exército
Condecoração: 31/03/43 - Cruz de Cavaleiro da Cruz de Ferro







Nome: Mihály von Ibrányi (dez./1895-out./1962)
Posto/comando: Tenente-general/Cmte. 1ª Divisão de Cavalaria
Condecoração: 26/11/44 - Cruz de Cavaleiro da Cruz de Ferro







Nome: Géza Lakatos von Csikszentsimoni (abr./1890-mai./1967)
Posto/comando: Coronel-general/Cmte. 1º Exército
Condecoração: 24/05/44 - Cruz de Cavaleiro da Cruz de Ferro







Nome: Dezsö László (jul./1893-jun./1949)
Posto/comando: Coronel-general/Cmte. 1º Exército
Condecoração: 03/03/45 - Cruz de Cavaleiro da Cruz de Ferro







Nome: Zoltán Szügyi (fev./1896-nov./1967)
Posto/comando: General de Brigada/Cmte. 6ª Divisão Blindada Szent László
Condecoração: 12/01/45 - Cruz de Cavaleiro da Cruz de Ferro








Nome: József Heszlényi (jul./1890-jun./1945)
Posto/comando: Tenente-marechal/Cmte. 3º Exército
Condecoração: 28/10/44 - Cruz de Cavaleiro da Cruz de Ferro








Itália



Nome: Ugo Cavallero (set./1880-set./1943)
Posto/comando: Marechal/Chefe de E-M das Forças Armadas
Condecoração: 14/02/42 - Cruz de Cavaleiro da Cruz de Ferro
Obs.: morte por suicídio





Nome: Carlo Fecia di Cossato (set./1908-ago./1944)
Posto/comando: Capitão-de-fragata/Cmte. Submarino Enrico Tazzoli
Condecoração: 19/03/43 - Cruz de Cavaleiro da Cruz de Ferro







Nome: Italo Gariboldi (abr./1879-fev./1970)
Posto/comando: General de Exército/Cmte. 8º Exército
Condecoração: 01/04/43 - Cruz de Cavaleiro da Cruz de Ferro







Nome: Gianfranco Gazzana-Priaroggia (ago./1912-mai./1943)
Posto/comando: Capitão-de-corveta/Cmte. Submarinos Archimede e Leonardo da Vinci
Condecoração: 26/06/43 - Cruz de Cavaleiro da Cruz de Ferro, póstuma
Obs.: afundado e morto em combate




Nome: Fedele Degiorgis (ago./1886-?)
Posto/comando: General de Divisão/Cmte. 55ª Divisão de Infantaria Savona
Condecoração: 09/01/42 - Cruz de Cavaleiro da Cruz de Ferro







Nome: Enzo Grossi (abr./1908-ago./1960)
Posto/comando: Capitão-do-mar/Cmte. Submarino Barbarigo
Condecoração: 07/10/42 - Cruz de Cavaleiro da Cruz de Ferro







Nome: Giovanni Messe (dez./1883-dez./1968)
Posto/comando: Marechal/Cmte. Corpo Expedicionário na Rússia
Condecoração: 23/01/42 - Cruz de Cavaleiro da Cruz de Ferro








Nome: Giulio Martinat (fev./1891-jan./1943)
Posto/comando: General de Brigada/Chefe de E-M do Corpo Alpino/Cmte. 2ª Divisão Alpina Tridentina
Condecoração: 03/04/43 - Cruz de Cavaleiro da Cruz de Ferro, póstuma
Obs.: morto em ação na Rússia





Nome: Ugo de Carolis (??/1887-dez./1941)
Posto/comando: General de Divisão/Cmte. 52ª Divisão Motorizada Torino
Condecoração: 09/02/42 - Cruz de Cavaleiro da Cruz de Ferro, póstuma
Obs.: morto em combate na Rússia






Eslováquia


Nome: Augustín Malár (jul./1894-out./1946)
Posto/comando: Tenente-general/Cmte. Divisão Ligeira
Condecoração: 23/01/42 - Cruz de Cavaleiro da Cruz de Ferro






Nome: Jozef Turanec (mar./1892-mar./1957)
Posto/comando: Tenente-general/Cmte. Divisão Ligeira
Condecoração: 07/08/42 - Cruz de Cavaleiro da Cruz de Ferro