quinta-feira, 31 de maio de 2012

Pilotos em destaque


Nome: Erwin Fischer (ago./1912-dez./1996)
Posto: 01/05/44 - Major
Destaque: Piloto de avião de reconhecimento melhor condecorado
Maior Condecoração: 08/02/43 - Cruz de Cavaleiro com Folhas de Carvalho (191º)
Obs.: Vide mini bio aqui.






Nome: Hermann Hogeback (ago./1914-fev./2004)
Posto: 01/05/44 - Tenente-coronel
Nº missões: 585
Destaque: Piloto de bombardeiro de nível melhor condecorado
Maior condecoração: 26/01/45 - Cruz de Cavaleiro com Folhas de Carvalho e Espadas (125º)
Obs.: Participou da Guerra Civil Espanhola com mais de 100 missões




Nome: Hans-Ulrich Rudel (jul./1916-dez./1982)
Posto: 29/12/44 - Coronel
Nº missões: 2.530
1º Destaque: Piloto de bombardeiro de mergulho com maior número de missões realizadas
2º Destaque: Piloto com maior número de tanques destruídos (519)
Maior condecoração: Cruz de Cavaleiro com Folhas de Carvalho, Espadas em Ouro (único a receber)
Obs.: Veja bio mais detalhada aqui .


Nome: Werner Mölders (mar./1913-nov./1941)
Posto: 15/07/41 - Coronel
Nº abates: 115 (14 na Espanha)
Nº missões: 400
1º Destaque: Piloto de caça com maior número de abates na Guerra Civil da Espanha
2º Destaque: 1º piloto de caça a ultrapassar 80 abates - 06/05/41 (recorde histórico da 1ª Grande Guerra)
3º Destaque: 1º piloto de caça a atingir a marca de 100 abates (05/07/41)
Maior condecoração: 15/07/41 - Cruz de Cavaleiro com Folhas de Carvalho, Espadas e Diamantes (1º)
Obs.: morto em acidente. Vide bio mais detalhada aqui.


Nome: Hans-Joachim Marseille (dez./1919-set./1942)
Posto: 16/09/42 - Capitão
Nº abates: 158
Nº missões: 382
Destaque: Piloto de caça com maior número de abates (151) na campanha da África
Maior condecoração: 03/09/42 - Cruz de Cavaleiro com Folhas de Carvalho, Espadas e Diamantes (4º)
Obs.: morto acidentalmente. Vide bio mais detalhada aqui.



Nome: Emil Lang (jan./1909-set./1944)
Posto: 01/08/44 - Capitão
Nº abates: 173
Nº missões: 403
Destaque: Piloto de caça com maior número de abates (18) num só dia (03/11/43)
Maior condecoração: 11/04/44 - Cruz de Cavaleiro com Folhas de Carvalho (448º)
Obs.: morto em combate. Vide bio mais detalhada aqui.


Nome: Adolf Galland (mar./1912-fev./1996)
Posto: 01/11/44 - Tenente-general
Nº abates: 104 (7 no caça-jato Me-262)
Nº missões: 705
Destaque: Piloto de caça com maior nº de abates na Europa Ocidental
Maior condecoração: 28/01/42 - Cruz de Cavaleiro com Folhas de Carvalho, Espadas e Diamantes (2º)
Obs.: vide bio mais detalhada aqui.


Nome: George-Peter Eder (mar./1921-mar./1986)
Posto: 01/02/45 - Major
Nº abates: 78
Nº missões: 572
Destaque: Piloto de caça diurno com maior número de abates (36) de bombardeiros quadrimotores
Maior condecoração: 25/11/44 - Cruz de Cavaleiro com Folhas de Carvalho (663º)
Obs.: Vide bio mais detalhada aqui.



Nome: Günther Radusch (nov./1912-jul./1988)
Posto: 30/01/45 - Coronel
Nº abates: 65
Nº missões: + 140
Destaque: Piloto de caça noturno com maior número de abates (57) de bombardeiros quadrimotores
Maior condecoração: 06/04/44 - Cruz de Cavaleiro com Folhas de Carvalho (444º)
Obs.: Vide bio mais detalhada aqui.


Nome: Wilhelm Balthasar (fev./1914-jul./1941)
Posto: 01/07/41 - Major
Nº abates: 47
Nº missões: ~300
Destaque: Piloto de caça com maior número de abates (23) na campanha da França
Maior condecoração: 02/07/41 - Cruz de Cavaleiro com Folhas de Carvalho (17º)
Obs.: morto em combate. Vide bio mais detalhada aqui.




Nome: Helmut Wick (ago./1915-nov./1940)
Posto: 19/10/40 - Major
Nº abates: 56
Nº missões: 168
Destaque: Piloto de caça com maior número de abates (42) na Batalha da Inglaterra
Maior condecoração: 06/10/40 - Cruz de Cavaleiro com Folhas de Carvalho (4º)
Obs.: morto em combate. Vide bio mais detalhada aqui.




Nome: Eduard Tratt (fev./1919-fev./1944)
Posto: 26/03/44 - Major
Nº abates: 38
Nº missões: + 350
Destaque: Piloto de caça de longo alcance com maior número de abates
Maior condecoração: 26/03/44 - Cruz de Cavaleiro com Folhas de Carvalho (437º)
Obs.: morto em combate. Vide bio aqui.




Nome: Kurt Welter (fev./1916-mar./1949)
Posto: 01/12/44 - 1º Tenente
Nº abates: 56
Nº missões: 93
Destaque: Piloto de caça com maior número de abates (25) no caça à jato Me-262
Maior condecoração: 09/03/45 - Cruz de Cavaleiro com Folhas de Carvalho (769º)
Obs.: Vide bio mais detalhada aqui.




Nome: Josef Priller (jun./1915-mai./1961)
Posto: 31/01/45 - Coronel
Nº abates: 101
Nº missões: 1.307
Destaque: Piloto com maior número de Spitfire abatidos (68)
Maior condecoração: 02/07/44 - Cruz de Cavaleiro com Folhas de Carvalho e Espadas (73º)
Obs.: Vide bio mais detalhada aqui.



Nome: Gordon Gollob (jun./1912-set./1987)
Posto: 01/05/44 - Coronel
Nº abates: 150
Nº missões: 340
Destaque: 1º piloto de caça a alcançar 150 abates (29/08/42)
Maior condecoração: 30/08/42 - Cruz de Cavaleiro com Folhas de Carvalho, Espadas e Diamantes (3º)
Obs.: Vide bio mais detalhada aqui.


Nome: Johannes Trautloft (mar./1912-jan./1995)
Posto: 01/12/43 - Coronel
Nº abates: 56 (5 na Espanha)
Nº missões: 560
Destaque: 1º piloto de caça a abater um inimigo na Guerra Civil da Espanha (25/08/1936)
Maior condecoração: 27/07/41 - Cruz de Cavaleiro da Cruz de Ferro
Obs.: Vide bio mais detalhada aqui.



Nome: August Lambert (fev./1916-abr./1945)
Posto: 01/06/44 - 1º Tenente
Nº abates: 116
Nº missões: 350
Destaque: Piloto de bombardeiro de mergulho com maior número de abates
Maior condecoração: 14/05/44 - Cruz de Cavaleiro da Cruz de Ferro
Obs.: morto em combate. Vide bio em maiores detalhes aqui.




Os Melhores Ases (caça noturno)


Nome: Heinz Wolfgang Schnaufer (fev./1922-jul./1950)
Posto: 01/12/44 - Major
Ranking: 1º
Nº abates: 121
Nº missões: 164
Maior condecoração: 16/10/44 - Cruz de Cavaleiro com Folhas de Carvalho, Espadas e Diamantes (21º)
Obs.: vide postagem específica com maiores detalhes aqui



Nome: Helmut Lent (jun./1918-out./1944)
Posto: 01/10/44 - Coronel
Ranking: 2º
Nº abates: 113
Nº missões: 507
Maior condecoração: 31/07/44 - Cruz de Cavaleiro com Folhas de Carvalho, Espadas e Diamantes (15º)
Obs.: morto emação. Vide bio mais detalhada aqui.



Nome: Heinrich Sayn-Wittgenstein (ago./1916-jan./1944)
Posto: 01/01/44 - Major
Ranking: 3º
Nº abates: 83
Nº missões: 320
Maior condecoração: 23/01/44 - Cruz de Cavaleiro com Folhas de Carvalho e Espadas (44º)
Obs.: morto em combate. Vide bio mais detalhada aqui



Nome: Werner Streib (jun./1911-jun./1986)
Posto: ??/??/45 - Coronel
Ranking: 4º
Nº abates: 68
Nº missões: + 150
Maior condecoração: 11/03/44 - Cruz de Cavaleiro com Folhas de Carvalho e Espadas (54º)
Obs.: Vide bio mais detalhada aqui.



Nome: Manfred Meurer (set./1919-jan./1944)
Posto: 01/08/43 - Capitão
Ranking: 5º
Nº abates: 65
Nº missões: 130
Maior condecoração: 02/08/43 - Cruz de Cavaleiro com Folhas de Carvalho (264º)
Obs.: morto em combate. Vide bio mais detalhada aqui



Os Melhores Ases (caça diurno)



Nome: Erich Hartmann (abr./1922-set./1993)
Posto: 08/05/45 - Major
Ranking: 1º
Nº abates: 352
Nº missões: 825
Maior condecoração: 25/08/44 - Cruz de Cavaleiro com Folhas de Carvalho, Espadas e Diamantes (18º)
Obs.: vide bio mais detalhada aqui.


Nome: Gerhard Barkhorn (mai./1919-jan./1983)
Posto: 01/05/44 - Major
Ranking: 2º
Nº abates: 301
Nº missões: 1.104
Maior condecoração: 02/03/44 - Cruz de Cavaleiro com Folhas de Carvalho e Espadas (52º)
Obs.: Vide bio mais detalhada aqui.



Nome: Günther Rall (mar./1918-out./2009)
Posto: 01/05/44 - Major
Ranking: 3º
Nº abates: 275
Nº missões: + 700
Maior condecoração: 12/09/43 - Cruz de Cavaleiro com Folhas de Carvalho e Espadas (34º)
Obs.: Vide bio mais detalhada aqui.




Nome: Otto Kittel (fev./1917-fev./1945)
Posto: 25/11/44 - 1º Tenente
Ranking: 4º
Nº abates: 267
Nº missões: 583
Maior condecoração: 25/11/44 - Cruz de Cavaleiro com Folhas de Carvalho e Espadas (113º)
Obs.: Maior destruidor do caça russo Il-2 Sturmoviks (94). Morto em combate. Vide bio mais detalhada aqui.



Nome: Walter Nowotny (dez./1920-nov./1944)
Posto: 01/09/44 - Major
Ranking: 5º
Nº abates: 258
Nº missões: 442
Maior condecoração: 19/10/43 - Cruz de Cavaleiro com Folhas de Carvalho, Espadas e Diamantes (8º)
Obs.: 1º piloto de caça a atingir 250 abates (14/10/43). Morto em combate. Vide bio mais detalhada aqui



Nome: Wilhelm Batz (mai./1916-set./1988)
Posto: 01/03/45 - Major
Ranking: 6º
Nº abates: 237
Nº missões: 445
Maior condecoração: 21/04/45 - Cruz de Cavaleiro com Folhas de Carvalho e Espadas (145º)
Obs.: Vide bio mais detalhada aqui



Nome: Erich Rudorffer (nov./1917-?)
Posto: ??/??/44 - Major
Ranking: 7º
Nº abates: 224 (12 no caça-jato Me-262)
Nº missões: + 1.000
Maior condecoração: 26/01/45 - Cruz de Cavaleiro com Folhas de Carvalho e Espadas (126º)
Obs.: Vide bio mais detalhada aqui.




Nome: Heinrich Bär (mar./1913-abr./1957)
Posto: 22/04/45 - Coronel
Ranking: 8º
Nº abates: 221
Nº missões: + 1.000
Maior condecoração: 16/02/42 - Cruz de Cavaleiro com Folhas de Carvalho e Espadas (7º)
Obs.: Vide bio mais detalhada aqui




Nome: Hermann Graf (out./1912-abr./1988)
Posto: 08/05/45 - Coronel
Ranking: 9º
Nº abates: 212
Nº missões: 830
Maior condecoração: 16/09/42 - Cruz de Cavaleiro com Folhas de Carvalho, Espadas e Diamantes (5º)
Obs.: 1º piloto de caça a alcançar 200 abates (26/09/42). Veja bio mais detalhada aqui.



Nome: Hans Heinrich Ehrler (set./1917-abr./1945)
Posto: 01/08/44 - Major
Ranking: 10º
Nº abates: 209 (8 no caça-jato Me-262)
Nº missões: + 400
Maior condecoração: 02/08/43 - Cruz de Cavaleiro com Folhas de Carvalho (265º)
Obs.: Vide bio mais detalhada aqui.




quinta-feira, 24 de maio de 2012

A Expansão e Queda do Grande Reich (cronologia)


Prelúdio

30/01/1933 - Hitler assume a Chancelaria da Alemanha
13/01/1935 - Plebiscito na região do Saar, incorpora-a ao Reich por maioria absoluta
01/03/1935 - Hitler "rasga" o Tratado de Versalhes. Introduz o serviço militar obrigatório e cria a Luftwaffe
07/03/1936 - Remilitarização pacífica da Renânia (região alemã às margens do rio Reno, fronteiriça à França)
17/07/1936 - Estoura a Guerra Civil na Espanha
11/11/1936 - A "Legião Condor" chega na Espanha para auxiliar Franco na Guerra Civil
25/04/1937 - Massacre da Luftwaffe em Guernica (Espanha)
05/11/1937 - Hitler declara sua irrevogável decisão de ir à guerra em busca de "espaço vital"
13/03/1938 - Anexação da Áustria (Anschluss) - "Operação Otto"
01/10/1938 - Anexação dos Sudetos Tchecos ("Caso Verde")

1939

13/03 - Ocupação do resto da Tchecoslováquia (sem resistência)
14/03 - Criação da República da Eslováquia
15/03 - Criação do Protetorado da Boêmia&Morávia (antiga Tchecoslováquia)
23/03 - Anexação do porto de Memel (Lituânia)
07/04 - A Itália invade a Albânia
15/04 - A Albânia é anexada à Itália após sua rendição
01/09 - A Alemanha invade o oeste da Polônia ("Caso Branco") - marca o início da 2ª Guerra Mundial
17/09 - A Rússia invade o leste da Polônia
27/09 - A Polônia se rende aos alemães e soviéticos (o país é dividido entre ambos)
30/11 - A Rússia invade a Finlândia (Guerra de Inverno)

1940

12/03 - A Finlândia capitula aos soviéticos cedendo 10% do seu território
09/04 - Invasão da Dinamarca (sem resistência) e Noruega pelos alemães ("Operação Weserübung")
10/05 - A Alemanha invade Luxemburgo (sem resistência), Holanda e Bélgica ("Plano Amarelo")
15/05 - A Holanda capitula
28/05 - A Bélgica se rende
29/05 - Retirada britânica em Dunquerque ("Operação Dínamo")
09/06 - A Noruega se rende
10/06 - Começa a invasão da França pelos nazistas
14/06 - Wehrmacht entram em Paris
15/06 - A Rússia ocupa os países bálticos (Lituânia, Letônia e Estônia)
21/06 - Os italianos atacam a França pelo sul
22/06 - A França capitula aos alemães. Criação da República Francesa de Vichy (colaboracionista)
30/06 - A Alemanha invade a ilhas britânicas do Canal da Mancha (Guernsey e Jersey)
15/07 - A Alsácia&Lorena (região da França) é anexada formalmente ao Reich
03/08 - A Lituânia é anexada à URSS
05/08 - A Letônia é anexada à URSS
06/08 - A Estônia é anexada à URSS
07/09 - Londres é atacada pelos bombardeiros alemães
13/09 - A Itália invade o Egito (colônia britânica) pela Líbia (colônia italiana)
17/09 - Hitler desiste de invadir a Inglaterra por terra ("Operação Leão Marinho")
28/10 - A Itália invade a Grécia atravé da Albânia
31/10 - Termina a Batalha da Inglaterra. A Luftwaffe não consegue dominar os céus britânicos
14/11 - A Itália é expulsa da Grécia e recua para a Albânia
20/11 - A Eslováquia adere ao Eixo
23/11 - A Romênia adere ao Eixo
24/11 - A Hungria adere ao Eixo
09/12 - Contra-ofensiva britânica ao norte da África expulsa os italianos ("Operação Compasso")
11/12 - Hitler desiste de invadir Portugal e ocupar o estreito de Gibraltar ("Operação Félix")

1941

21/01 - Britânicos conquistam Tobruk (Líbia)
12/02 - Hitler cria o Afrikakorps (General Rommel) para auxiliar os italianos na África
01/03 - A Bulgária adere ao Eixo
25/03 - A Iugoslávia adere ao Eixo
27/03 - Golpe de Estado na Iugoslávia a fez sair do Eixo
06/04 - A Alemanha invade a Iugoslávia e a Grécia (Operações "Revide" e "Marita") pela Romênia e Bulgária
10/04 - Criação do Estado da Croácia (parte da antiga Iugoslávia)
14/04 - O Afrikacorps atravessa a fronteira egípcia
17/04 - A Iugoslávia se rende após ocupação nazista
??/04 - Criação dos Estados da Sérvia e Montenegro (parte da antiga Iugoslávia)
28/04 - A Grécia se rende após vitória nazista
31/05 - Os britânicos se rendem após ocupação da ilha de Creta (Mediterrâneo)
15/06 - A Croácia adere ao Eixo
22/06 - A Alemanha e seus aliados invadem a Rússia ("Operação Barbarossa")
28/06 - A Alemanha invade a parte soviética da antiga Polônia
30/06 - Alemanha invade a Lituânia
15/07 - Rommel captura Tobruk (Líbia)
21/08 - Exército alemão invade a Estônia
08/09 - Leningrado sob cerco alemão
02/11 - A península da Criméia é capturada pelos alemães
16/11 - Começa a "Operação Tufão" - conquistar Moscou
26/11 - Wehrmacht chegam à 50 km da capital russa (ponto máximo da expansão do 3º Reich na Europa)
06/12 - Contra ofensiva soviética nos arredores de Moscou
07/12 - O Japão ataca Pearl Habor (base naval norte-americana) no Pacífico
09/12 - Tobruk é reconquistada pelos britânicos
11/12 - A Alemanha e seus aliados declaram guerra aos EUA
25/12 - A ameaça da queda de Moscou é rechaçada

1942

21/01 - Contra ofensiva itálo-germânica na África
21/06 - Rommel reconquista Tobruk
22/06 - Rommel cruza a fronteira do Egito em direção à Alexandria
30/06 - Rommel chega até El Alamein (150 km do Cairo, Egito)
23/10 - Contra-ofensiva britânica em El Alamein
07/11 - Tropas anglo-americanas desembarcam no Morrocos e Argélia, norte da África ("Operação Tocha")
04/11 - Os britânicos vencem em El Alamein. Retirada alemã
11/11 - Os alemães ocupam a França de Vichy ("Operação Attila")
13/11 - Os britânicos recapturam Tobruk

1943

02/02 - O 6º Exército Alemão rende-se em Stalingrado, fim da "Operação Urano"
13/05 - Alemães derrotados na Tunísia. É o fim da guerra na África
10/07 - Aliados desembarcam na ilha da Sicília ("Operação Husky")
24/07 - Mussolini é deposto do governo da Itália e preso
20/08 - Derrota alemã em Kursk ("Operação Cidadela")
03/09 - Os aliados cruzam o estreito de Messina e entram na Calábria (região sul da Itália)
08/09 - A Itália capitula aos aliados
09/09 - Desembarque anglo-americano em Salermo, Itália ("Operação Avalanche")
10/09 - Os alemães ocupam Roma
13/10 - A Itália declara guerra à Alemanha

1944

22/01 - Desembarque aliado em Anzio, na Itália
19/05 - A linha de defesa alemã em Cassino (Itália) é vencida
06/06 - Dia-D ("Operação Overlord") -  desembarque dos aliados na Normandia (França)
15/08 - Tropas aliadas desembarcam no sul da França ("Operação Dragão")
25/08 - Paris é libertada
01/10 - A URSS invade a Iugoslávia
14/10 - A Grécia é libertada pelos aliados

1945

07/03 - Os aliados cruzam o rio Reno e invadem a Alemanha
23/04 - Os soviéticos entram em Berlim
25/04 - Tropas norte-americanas e soviéticas encontram-se no rio Elba
28/04 - Mussolini é assassinado por guerrilheiros comunistas
30/04 - Hitler se suicida em Berlim
02/05 - Capitulação das tropas alemães na Itália. Os soviéticos hasteiam a bandeira vermelha no Reichstag Alemão após a rendição da capital
08/05 - A Alemanha se rende aos aliados
09/05 - A Alemanha se rende aos soviéticos


VEJA ANIMAÇÃO NOS LINKS A SEGUIR:

http://www.infopedia.pt/$imperio-alemao

http://www.ushmm.org/wlc/ptbr/media_nm.php?MediaId=135

quarta-feira, 23 de maio de 2012

VLASOV, Andrey Andreyevich (*14/09/1900†02/08/1946)


Duplamente Traidor

Andrey Vlasov nasceu em set./1900, filho de humildes camponeses, em Novgorod, no antigo Império Russo. Aos dezessete anos ingressou no Exército e participou da 1ª Grande Guerra durante poucos meses devido à rendição das tropas russas no mesmo ano. Vlasov permaneceu engajado no Exército e galgou rapidamente posições superiores demonstrando entusiasmo na carreira. Participou bravamente da Guerra Civil na Criméia e Ucrânia. Após a desmobilização, em 1923, mais uma vez preferiu continuar alistado. Em 1930 ingressou no Partido Comunista vislumbrando uma alavancagem na carreira. Conseguiu safar-se do expurgo militar realizado por Stalin em 1938 no qual dezenas de oficiais de alta patente foram mortos. No final da década de 30 serviu na China como adido militar no governo de Chiang-Kai-Shek. Ao retornar, assumiu o comando da 99ª Divisão de Rifles onde atingiu o posto de Major-general e foi condecorado com a Ordem de Lenine por ter feito um excelente trabalho de instrução e reorganização naquela unidade. Em jan./1941 foi indicado comandante do 4º Corpo Mecanizado e em junho do mesmo ano viu seu país ser, impiedosamente, invadido pelas tropas de Hitler. Em agosto foi enviado para defender Kiev, capital da Ucrânia, como comandante do 37º Exército, mas foi rechaçado e obrigado a recuar, embora tivesse lutado com extrema bravura. A cidade caiu em mãos do Exército Alemão no mês seguinte, onde foram aprisionados mais de 600 mil soldados do Exército Vermelho. No final do ano foi transferido para defender a capital soviética, sob ameaça, já na liderança do 20º Exército. Em janeiro do ano seguinte foi promovido à Tenente-general e condecorado por ótima liderança ao participar da expulsão do inimigo dos arredores de Moscou. Tornara-se herói nacional, explorado pela propaganda stalinista. Em abr./1942 foi designado comandante do 2º Exército de Choque, unidade de elite, que defendia o entorno da cidade de Leningrado, nas proximidades do rio Vholkov. Em jul./1942, diante do maciço ataque alemão, Vlasov viu-se cercado pelo inimigo (Divisão Azul Espanhola) e rendeu-se. A partir daí a história desse homem mudou completamente.
Em todas as guerras, os oficiais-generais quando capturados tornam-se um grande embaraço político. Isso aconteceu aos próprios alemães quando, em fev./1943, o Marechal Paulus foi aprisionado em Stalingrado e passou a conspirar contra o regime nazista, liderando um grupo de oficiais também prisioneiros nessa empreitada. Com o General Vlasov se deu o mesmo. Ele passou a fazer declarações abertas contra o regime ditatorial de Stalin tentando ganhar seguidores entre os milhares de prisioneiros. Nunca se soube se isso foi uma maneira de se livrar da morte nos campos de concentração ou se, realmente, falava de forma a transparecer seu ideal político, daí a eterna desconfiança por parte dos alemães. É certo que, no caso dele ser repatriado, Stalin o executaria sumariamente por se render ao inimigo e perder seu exército como aconteceu em outros casos.
No final de 1944 Vlasov criou, oficialmente, o Comitê para Libertação dos Povos da Rússia (KONR), apoiado pelo Exército de Libertação da Rússia (ROA), cujos integrantes seriam recrutados entre os prisioneiros (militares ou não) que aderiam à causa anti-bolchevista e consideravam Stalin inimigo do povo. Contudo o cauteloso Hitler e a liderança nazista, ao permitirem estes movimentos, não estavam dando crédito a ideologia de Vlasov e sim usando-o, através de seu prestígio, para irritar a liderança soviética. O general, traidor de sua pátria, conseguiu formar um exército composto de duas divisões (depois batizadas como 600ª e 650ª Divisão de Infantaria Russa), cada uma com seis regimentos, num total aproximado de 50 mil soldados e oficiais, todavia não tinha permissão para entrar em combate, muito embora seus homens estivessem sendo treinados por um dos melhores instrutores militares soviéticos.
Somente em jan./1945 que o Reichsführer-SS Himmler conseguiu convencer um relutante Hitler a permitir que Vlasov e seu Exército de voluntários fossem enviados à linha de frente. Na verdade a guerra no leste estava, àquela altura, num estágio que não era difícil prever o desfecho, pois o Exército Vermelho já deixara seu território e lutava na Polônia e nos países aliados da Alemanha nos Balcãs e Báltico. Mesmo assim o ROA somente entrou em combate em abril, próximo ao rio Oder, quando, devido à numerosidade do "inimigo", afinal eram russos contra russos, após três dias de lutas, os voluntários foram obrigados a recuar. Seria o primeiro e último confronto. Vlasov reuniu os homens que sobraram e, maliciosamente, tentou negociar um armistício em separado com os aliados ocidentais, pois temia ser capturado pelo Exército Vermelho e repatriado. Sua intenção era unir-se aos anglo-americanos e ser utilizado, futuramente, numa guerra contra a União Soviética.
Assim é que, em sua marcha para o sul, já em mai./1945, Vlasov encontrou insurgentes tchecos que promoviam uma revolução em Praga contra os alemães que haviam ocupado seu país desde 1938. Embora relutante, Vlasov acabou persuadido, pelos seus oficiais subordinados, a lutar ao lado dos revoltosos contra as Waffen-SS. O general traidor da Rússia, agora traíra os alemães! Entretanto a tentativa de Vlasov frustou-se ao perceber que a capital tcheca estava repleta de comunistas infiltrados à espera das tropas russas com a intenção de formar um novo governo local, satélite de Moscou. Desesperado, Vlasov deixou a cidade no dia seguinte e tentou entregar-se ao 3º Exército Norte-americano, comandado pelo General Patton. Mas os aliados não tinham nenhum interesse em adicionar seus homens ou, muito menos, abrigá-los. Mesmo porque, naqueles dias finais da guerra, as relações com a URSS não eram das melhores. Logo Vlasov e o ROA foram capturados pelo Exército Vermelho. Embora alguns soldados tenham conseguido escapar, a grande maioria foi repatriada para a Rússia, julgada e condenada por alta traição. O general Andrey Vlasov e outros 11 altos oficiais foram enforcados em ago./1946. Os demais passaram anos em campos de trabalho forçado na Sibéria.
Promoções:
??/??/17 2º Tenente
??/??/?? 1º Tenente
??/??/20 Capitão
??/??/?? Major
??/??/?? Tenente-coronel
??/??/?? Coronel
07/05/40 Major-general
24/01/42 Tenente-general
Principais condecorações:
??/??/41 Ordem de Lenine
01/02/42 Ordem da Bandeira Vermelha
Obs.: Revogadas após sua deserção.
Principais comandos:
??/??/38 - ??/11/39 Adido Militar na China
??/11/39 - 17/01/41 Cmte. 99ª Divisão de Rifles
17/01/41 - 15/08/41 Cmte. 4º Corpo Mecanizado
15/08/41 - 10/11/41 Cmte. 37º Exército
30/11/41 - 21/03/42 Cmte. 20º Exército
21/03/42 - ??/04/42 E-M do C-C da Frente Noroeste
??/04/42 - 12/07/42 Cmte. 2º Exército de Choque
14/11/44 - 08/05/45 Presidente do Comitê de Libertação dos Povos da Rússia (KONR)
??/01/45 - 08/05/45 Cmte. do Exército de Libertação da Rússia (ROA)

terça-feira, 22 de maio de 2012

Invasão da Rússia (ordem de batalha)


Operação Barbarossa (22/06/1941)

Comandante Supremo: Adolf Hitler
Chefe do OKW: Marechal-de-campo Wilhelm Keitel
Chefe do OKH: Marechal-de-campo Walther von Brauschtisch
Chefe do E-M Geral do Exército: CG Franz Halder

Efetivo:
3,2 milhões de soldados
149 divisões
3.580 tanques
7.200 canhões
600 mil veículos
2.770 aviões
700 mil cavalos

Grupo de Exércitos Norte: Marechal-de-campo Wilhelm von Leeb
Objetivo: Leningrado
* 18º Exército: CG Georg von Küchler
** 1º Corpo: Gen. Infantaria Kuno Hans von Both
** 26º Corpo: Gen. Artilharia Albert Wodrig
** 38º Corpo: Gen. Infantaria Friedrich-Wilhelm von Chappuis
* 16º Exército: CG Ernst Busch
** 2º Corpo: Gen. Infantaria Walter von Brockdorff-Ahlefeldt
** 10º Corpo: Gen. Artilharia Christian Hansen
** 28º Corpo: Gen. Infantaria Mauritz von Wiktorin zu Hainburg
* 4º Grupo Panzer: CG Erich Höpner
** 41º Corpo Motorizado: Gen. Panzer Georg-Hans Reinhardt
** 56º Corpo Motorizado: Gen. Infantaria Erich von Manstein
*** Divisão-SS Totenkopf: TG-SS Theodor Eicke
* 21º Exército Noruega: CG Nikolaus von Falkenhorst
** 33º Alto Comando: Gen. Cavalaria Georg Brandt
** 70º Alto Comando: TG Valentin Feurstein
** Corpo de Montanha Noruega: Gen. Montanha Eduard Dietl
** 36º Alto Comando: Gen. Cavalaria Hans Feige
** Exército Finlandês: Marechal Mannerheim
* 1ª Frota Aérea (Luftwaffe): CG Alfred Keller
Grupo de Exércitos Centro: Marechal-de-campo Fedor von Bock
Objetivo: Moscou
* 4º Exército: Marechal-de-campo Günther von Kluge
** 7º Corpo: Gen. Artilharia Wilhelm Farmbacher
** 9º Corpo: Gen. Infantaria Hermann Geyer
** 13º Corpo: Gen. Infantaria Hans-Gustav Felber
** 43º Corpo: Gen. Infantaria Gothard Heinrici
* 9º Exército: CG Adolf Strauss
** 8º Corpo: Gen. Artilharia Walter Heitz
** 20º Corpo: Gen. Infantaria Friedrich Materna
** 42º Corpo: Gen. Engenharia Walter Kuntze
* 2º Grupo Panzer: CG Heinz Guderian
** 12º Corpo: Gen. Infantaria Walter Schroth
** 24º Corpo Motorizado: Gen. Panzer Leo Geyr von Chweppenburg
** 46º Corpo Motorizado: Gen. Panzer Heinrich von Viettinghoff-Schell
** 47º Corpo Motorizado:   Gen. Panzer Joachim Lemelsen
* 3º Grupo Panzer: CG Hermann Hoth
** 5º Corpo: Gen. Infantaria Richard Ruoff
** 6º Corpo: Gen. Engenharia Otto-Wilhelm Förster
** 39º Corpo Motorizado: Gen. Panzer Rudolf Schmidt
** 57º Corpo Motorizado: Gen. Panzer Adolf-Friedrich Kuntzen
* 2º Exército (reserva): CG Maximilian von Weichs
* 2ª Frota Aérea (Luftwaffe): Marechal-de-campo Albert Kesselring
Grupo de Exércitos Sul: Marechal-de-campo Gerd von Rundstedt
Objetivo: Kiev e os campos petrolíferos do Cáucaso
* 6º Exército: Marechal-de-campo Walter von Reichenau
** 17º Corpo: Gen. Infantaria Werner Kienitz
** 44º Corpo: Gen. Infantaria Friedrich Koch
** 55º Corpo (reserva): Gen. Infantaria Erwin Vierow
* 17º Exército: Gen. Infantaria Carl-Heinrich von Stüplnagel
** 4º Corpo: Gen. Infantaria Viktor von Schwedler
** 49º Corpo de Montanha: Gen. Infantaria Ludwig Kübler
** 52º Corpo: Gen. Infantaria Kurt von Briesen
** Corpo Eslovaco de Infantaria: General Ferdinand Catlos
* 11º Exército: CG Eugen von Schobert
** 11º Corpo: Gen. Infantaria Joachim von Kortzefleisch
** 30º Corpo: Gen. Infantaria Hans von Salmuth
** 54º Corpo: Gen. Cavalaria Erik Hansen
* 1º Grupo Panzer: CG Ewald von Kleist
** 3º Corpo Motorizado: Gen. Cavalaria Eberhard von Mackensen
** 14º Corpo Motorizado: Gen. Infantaria Gustav von Wietersheim
** 29º Corpo: Gen. Infantaria Hans von Obstfelder
** 48º Corpo Motorizado: Gen. Panzer Werner Kempf
*** Divisão Leibstandarte-SS Adolf Hitler: General-SS "Sepp" Dietrich
* Grupo de Exércitos Romenos: General Ion Antonescu
** 3º Exército Romeno: TG Petre Dumitrescu 
** 4º Exécito Romeno: TG N. Ciuperca
** 2º Corpo de Infantaria Romena: MG N. Macici
* 4ª Frota Aérea (Luftwaffe): CG Alexander Löhr

Leningrado


Uma cidade no seu limite

Leningrado é uma cidade situada às margens do Golfo da Finlândia (mar Báltico), no oeste do território soviético, antiga capital imperial da Rússia, quando então se chamava São Petersburgo. Cinco dias após a morte de Vladimir Lenine, em jan./1924, a cidade trocou de nome a fim de homenagear o líder do Partido Soviético, revolucionário que implantou o socialismo no país. Depois de Moscou é a cidade russa mais importante.
Em jun./1941 a Alemanha Nazista invadiu a Rússia, na famosa Operação Barbarossa, ocasião na qual a cidade tinha uma população de, aproximadamente, 3 milhões de habitantes. Hitler estava decidido a dar um golpe decisivo no moral dos soviéticos conquistando a "Cidade de Lenine". Durante exatos 872 dias os cidadãos sofreram um cerco onde pereceram mais de 1 milhão de civis e soldados, a grande maioria de fome, frio ou doenças. O horror foi de tamanha magnitude que há relatos de canibalismo e violação de túmulos recém enterrados em busca de algo para comer.
No planejamento militar da Barbarossa haviam três grandes Grupos de Exércitos: Sul (Marechal von Rundstedt), cujo objetivo era Kiev (capital da Ucrânia) e os campos petrolíferos do Cáucaso; Centro (Marechal von Bock), tendo Moscou como meta e Norte (Marechal von Leeb) que pretendia conquistar Leningrado. Este último era composto por dois Exércitos de Infantaria (18º sob comando do General Küchler e 16º com o General Busch na liderança) e um Grupo Panzer (4º comandado pelo General Hoepner). Vinte e três dias depois de deflagrada a ofensiva, von Leeb tinha conseguido avançar rapidamente através dos países bálticos até 250 km ao sul do seu objetivo, no rio Luga. A notícia da aproximação dos alemães causou pânico nos habitantes de Leningrado. O comandante da defesa da cidade, Marechal Voroshilov, rapidamente convocou milhares de civis para a construção acelerada de barreiras, trincheiras, obstáculos e fossos antitanques. Paralelamente milhares de operários se apresentaram, de forma voluntaria, para reforçar o Exército Vermelho. Devido à escassez de armas e instrutores apenas três divisões foram aproveitadas e, rapidamente, enviadas à linha de defesa. No início de agosto von Leeb redobrou os ataques contra os defensores no rio Luga e quebrou sua resistência. O veloz avanço das tropas alemães, que se seguiu, foi gradativamente conquistando todos os principais pontos de abastecimento (vias férreas e estradas) e comunicações da cidade, muito embora os soldados e milicianos soviéticos lutassem desesperadamente, até que no começo de setembro o cerco estava fechado. Para completar o desastre as tropas finlandesas, que lutavam ao lado dos alemães, avançaram pelo norte, no istmo da Carélia, e se estabeleceram a 40 km de Leningrado. No interior da cidade 3,5 milhões de habitantes e soldados ficaram isolados do restante do território russo. Na sequência as primeiras bombas começaram a cair sobre a sitiada cidade.
Quando tudo parecia apontar para a queda da grande metrópole, Hitler interveio e realocou o 4º Grupo Panzer ao Grupo de Exércitos Centro, que preparava-se para avançar sobre a capital soviética. Desta forma von Leeb ficou sem sua força de tanques para assaltar a cidade o que aumentou as dificuldades dos que tentavam tomá-la. Mas Hitler tinha seus planos para destruir Leningrado - ordenou que nenhum ataque direto fosse feito e sim o aperto do sitio para que a cidade sucumbisse, aos poucos, de fome sendo atormentada, constantemente, por ataques de artilharia e bombardeios aéreos. Pior que isso - ele não aceitava capitulação, pois, segundo seus próprios pensamentos, o problema de alimentar a população e sua sobrevivência não deveria ser resolvido pelos alemães. Desta forma começou a tragédia de Leningrado. Poucas cidades do mundo, na era moderna, passaram por tamanha desgraça.
O ditador soviético, Stalin, sem saber dos planos malignos que Hitler havia ordenado, enviou seu melhor oficial-general para socorrer - Marechal Georgy Zhukov. Este, trabalhando febrilmente, conseguiu, em poucos dias, reorganizar a defesa em torno da cidade, afastando o perigo de uma iminente invasão terrestre. Entretanto o problema do abastecimento tornava-se cada dia mais agudo. Somente existia um meio de comunicação para a vinda de mantimentos - o lago Ladoga (apelidado de "o caminho para a vida"). Diversas embarcações que tentavam atravessá-lo eram destruídas pelos ataques da Luftwaffe. Os poucos alimentos, combustíveis e munições que chegavam eram suficientes apenas para uma semana de consumo. A questão ia se tornando cada vez mais crítica e, pra piorar, com a chegada do rigoroso inverno, em novembro, o lago deixou de ser navegável. O abastecimento começou a ser feito por via aérea, mas os céus de Leningrado estavam repletos de aeronaves inimigas. A fome passou a fazer parte da vida dos habitantes matando muitos idosos e doentes. As autoridades estabeleceram um austero plano de racionamento o que aumentou em muito o número de vítimas.
Em novembro morreram 11 mil pessoas de fome e no mês seguinte a quantidade de vítimas por inanição subiu para mais de 52 mil. Medidas desesperadas foram implantadas como a evacuação aérea de habitantes e a permissão da travessia de civis à pé pelo lago Ladoga o que somente trouxe maior números de mortes. Mas a fome causa estranhos efeitos no homem - os cientistas e dietistas soviéticos, movidos pela necessidade extrema, deram asas a sua engenhosidade e os resultados parece que se tornaram um cardápio de um infernal banquete de bruxas: pão de celulose, sopa de cola, geléia de restos de rato e leite de algas marinhas. Mas, se não alimentavam, davam pelo menos uma sensação de momentânea satisfação. No dia de Natal de 1941, data sem muita importância no calendário russo, 3.700 leningradenses morreram de fome.
Em meados de dez./1941 e começo de jan./1942 as tropas soviéticas atacaram maciçamente as posições alemães próximas a cidade de Tikhvin, nas margens do Ladoga, empurrando-as para a outra margem do rio Volkhov. O estabelecimento desta nova linha de defesa, ao custo de pesadas baixas, não salvava Leningrado do cerco, mas abria uma vital via de comunicação, sem oposição terrestre, pois aquela cidade era importante terminal ferroviário o que trazia grande alívio para a população.
Mesmo assim muitos moradores iriam morrer de fome até que o transporte de mantimentos para a cidade se estabelecesse de forma definitiva. Em fins de jan./1942 as autoridades deram prosseguimento a evacuação maciça dos sobreviventes, transportando mais de 1 milhão de habitantes para fora do cerco até o fim daquele ano. Idosos, doentes e crianças tinham prioridade. Além disso foi construído um oleoduto sob as águas do lago Ladoga e um cabo de transmissão de energia elétrica, o que permitiu a volta do funcionamento do transporte público (bondes) e das atividades industriais nos subúrbios da cidade. Desta forma, aos poucos, a situação do dia a dia foi melhorando.
As batalhas fora do cerco da cidade continuariam violentas entre o Exército Vermelho e as Wehrmacht, alternando vitórias e reveses em ambos os lados, contudo sem que o cerco à Leningrado fosse completamente eliminado. Durante todo o ano de 1942 ficou claro que as tropas alemães não tinham forças para destruir a cidade nem por terra e nem pelo céu, por outro lado também os soldados russos não conseguiam expulsar definitivamente o inimigo de suas trincheiras ao longo da linha de defesa. Mas esta situação foi se modificando na medida que o moral soviético aumentava por não sucumbir ao martírio que lhe estava sendo imposto. Some-se a isso a noticia chegada, em fev./1943, da rendição e destruição do 6º Exército Alemão na cidade de Stalingrado, onde as tropas soviéticas reverteram um cenário totalmente adverso numa esmagadora vitória. O espírito combativo do povo e do soldado russo estava no seu mais elevado grau. Mais do que nunca estava certo que os leningradenses jamais abandonariam sua cidade ao inimigo. Na verdade ali permaneceram umas 750 mil pessoas. Pelo menos 1 milhão de habitantes haviam morrido de fome e outros 1,3 milhão foram evacuados, alistados no Exército Vermelho ou mortos em bombardeios.
Somente após o fracasso da ofensiva alemã em Kursk (ago./1943), o Exército Vermelho conseguiu reunir as condições materiais e humanas ideais para lançar um grande contra-ataque no cerco à Leningrado. Os generais soviéticos fizeram de tudo para não revelar ao inimigo suas reais intenções, tanto simulando preparativos para ataques que nunca pretendiam realizar, como através de contra-espionagem. A real estratégia seria uma ofensiva partindo simultaneamente de dois pontos - do sul do Golfo da Finlândia para sudeste e a leste de Leningrado, em Volkhov e Novgorod, para sudoeste. Os dois ataques teriam apoio da esquadra do Báltico e estavam marcados para meados de jan./1944. O objetivo era nada menos que expulsar todas as forças do Grupo de Exércitos Norte para as fronteiras da Estônia e Letônia. Uma tarefa formidável.
Na noite de 13/01/1944 a força aérea russa bombardeou as posições fortificadas do inimigo ao sul do Golfo e deu início ao ataque. A velocidade da investida pegou os desmotivados alemães de surpresa fazendo com que perdessem as linhas de frente. Passados alguns dias as posições de artilharia germânicas foram rendidas depois de passarem mais de 2 anos despejando suas bombas sobre Leningrado. Mais de mil prisioneiros foram feitos e grande quantidade de equipamentos e munições foram capturadas. Mais que isso, três importantes centros ferroviários passaram, novamente, ao controle soviético, fazendo com que Moscou fosse novamente ligada a Leningrado por aquela via. A cidade finalmente estava livre do cerco imposto por 872 dias! Os moradores e soldados explodiram em festa.
Depois da guerra os patriotas da cidade, que restaram, reconstruíram Leningrado. A estação do metrô foi refeita. As escolas, a Universidade, as fábricas, as usinas hidroelétricas, os institutos de pesquisa, tudo foi posto de pé. Os palácios imperiais foram restaurados. As árvores dos jardins públicos, que haviam sido derrubadas para servir de aquecimento, e as 19 mil casas que foram destruídas, foram novamente erguidas.
A história de Leningrado não é a história de uma batalha da 2ª Guerra Mundial. É, antes de tudo, a história de um povo imbuído de coragem inquebrantável. Em 1991 a cidade voltou a se chamar São Petersburgo e hoje abriga uma população de quase 5 milhões de pessoas.



sexta-feira, 18 de maio de 2012

Divisão Azul


Oficialmente designada por División Española de Voluntarios, foi um grupo de espanhóis que se ofereceram para servir no Exército Alemão durante a 2ª Guerra Mundial, mais especificamente no front leste.
Embora o Generalissimo Francisco Franco não apoiasse oficialmente a entrada da Espanha na guerra ao lado do Eixo (Alemanha-Itália-Japão), ele permitiu que voluntários de seu país se juntassem ao Exército Alemão para, exclusivamente, lutarem contra o bolchevismo russo e não contra os aliados ocidentais ou qualquer outro país ou população da Europa. Foi a forma que ele encontrou para compensar a ajuda que Hitler lhe havia dado durante a Guerra Civil (jul./1936-abr./1939) e se manter, simultaneamente, em paz com os países que lutavam contra a Alemanha Nazista. Em jun./1941 o ditador alemão aprovou a oferta de Franco e, imediatamente, diversos voluntários do Exército Espanhol, veteranos da Guerra Civil e membros do Partido Fascista (Falange) se apresentaram nos grandes centros urbanos, principalmente Barcelona, Valência e Sevilha. A procura foi tanta que as autoridades concluíram que se poderia formar uma divisão de infantaria completa, com um contingente inicial de 18.104 homens, dos quais 2.612 eram oficiais. Para liderar este efetivo Franco designou o Major-general Augustin Muñoz Grandes, um veterano de sucesso durante a Guerra Civil.
Em jul./1941 partiu o primeiro grupo de voluntários para um intensivo treinamento de cinco semanas na Alemanha. Ali eles formaram a 250ª Divisão de Infantaria e trocaram seus antigos uniformes azuis (que deu origem ao nome Divisão Azul) pela farda cinza utilizada pelo Exército Alemão com a adição de um emblema na altura do braço direito com as cores da bandeira espanhola. A nova divisão também adotou o padrão formal de composição do exército germânico, subdividindo-se em três regimentos de infantaria (262º, 263º e 269º); cada um destes composto por três batalhões com quatro companhias cada. Ainda havia, para dar suporte, um regimento de artilharia (250º) composto por quatro batalhões de três baterias cada. Completava o contingente 1 batalhão de infantaria de reserva, 1 batalhão antitanque e unidades de reconhecimento, comunicação, transporte, médico, veterinário, policial e correio.
Em meados de ago./1941 a 250ª Divisão de Infantaria estava pronta para o combate sendo incorporada ao Grupo de Exércitos Centro (Marechal von Bock) que tinha por objetivo principal a tomada de Moscou. A Divisão Azul, partindo da Polônia, tinha ordens de atravessar os territórios da Lituânia e Bielorrússia até a cidade de Smolensk. Durante a marcha uma contraordem do Alto Comando Alemão (OKW), em fins de set./1941, fez com que a divisão fosse realocada ao Grupo de Exércitos Norte (Marechal von Leeb), integrada ao 16º Exército (General Busch), cujo objetivo era tomar Leningrado, cidade no noroeste da Rússia, fronteiriça à Finlândia.
Na noite de 12/10/1941 a Divisão Azul teve seu batismo de fogo ao se defrontar com um batalhão soviético que tentava atravessar o rio Volkhov em meio a escuridão. A investida russa foi detida deixando pra trás cerca de 50 mortos e 80 prisioneiros. Quatro dias depois, numa segunda tentativa, o Exército Vermelho foi, novamente, rechaçado. A batalha pela posse do rio tornou-se violenta, mas os espanhóis souberam manter uma cabeça-de-ponte do outro lado da margem mesmo sofrendo pesadas baixas da artilharia inimiga. Até o final daquele mês algumas cidadezinhas foram capturadas pelo caminho muito embora os soviéticos, constantemente, realizassem contra-ataques. No começo de novembro a frente se estabilizou próximo à cidade de Nikitkino devido as baixíssimas temperaturas. O inimigo se reorganizou e, acostumado ao frio, fez com que as tropas da 250ª Divisão recuassem, tomando-lhes as pequenas cidades antes conquistadas. Novamente a batalha se focou pela tomada do rio Volkhov, agora completamente congelado.
Durante abril e maio de 1942 os primeiros reforços começaram a chegar para substituir as perdas humanas. As operações da Divisão Azul, nesse período, se limitaram a manter a linha conquistada além de pequenas incursões de limpeza e observação durante as quais foram capturados materiais do inimigo e alguns prisioneiros, inclusive o General Vlassov (comandante do 2º Exército de Choque), que mais tarde passaria a lutar ao lado dos alemães, numa atitude traidora.
Em ago./1942 os voluntários espanhóis foram transferidos do flanco norte para o sudeste do cerco à Leningrado. Ali, em fev./1943, eles sofreram uma forte contra-ofensiva soviética (revigorada após a recente vitória em Stalingrado), na cidade de Krasny Bor, próximo da rota Leningrado-Moscou. Mesmo sofrendo pesadas baixas os espanhóis detiveram os ataques russos, apoiados por tanques, em sete ocasiões. O assalto foi contido e o cerco à Leningrado mantido por mais um ano. A estabilização da linha fez com que os generais alemães passassem a dar mais valor aos combatentes espanhóis. Para repor as grandes perdas na batalha, Franco enviou mais reforços com a adição de alistados compulsoriamente.
De qualquer forma, o ano de 1943 estava sendo terrível para o Exército Alemão em toda frente leste. Após a derrota de Stalingrado (fev.) e o fracasso da ofensiva em Kursk (ago.), a linha estava em franca retirada. Na Espanha o Generalissimo vinha sofrendo pressões em seu governo, principalmente da Igreja Católica e de membros da Falange, para encerrar a participação dos espanhóis na guerra e a quase-aliança com a Alemanha Nazista. Houve início das negociações e em outubro Franco deu a ordem definitiva, substituiu o comandante e iniciou os procedimentos para dissolução da divisão e repatriação dos homens. Alguns voluntários se recusaram a retornar e foram alocados em legiões de estrangeiros (Legião Azul) em várias unidades do Exército e até nas Waffen-SS.
O número de perdas da Divisão Azul na guerra é de aproximadamente 5 mil mortos e 8.800 feridos ou desaparecidos, sem contar as baixas por doenças ou pela intensidade do frio. Dos que se recusaram a retornar à Espanha e permaneceram lutando, após out./1943, 372 foram aprisionados pelos soviéticos dos quais 286 permaneceram em cativeiro por quase uma década.
Não se pode omitir, ainda, a participação de pilotos espanhóis em luta naquele front à bordo de aviões de caça alemães (Me Bf 109), o chamado "Esquadrão Azul". Durante o período em que estiveram em ação derrubaram 74 aviões soviéticos perdendo apenas 10 com a morte de 6 pilotos.
O Exército Alemão soube recompensar o grande esforço feito pela Divisão Azul, pois muitos dos voluntários foram condecorados com medalhas alemães por bravura em combate diante do inimigo. Instituiu, inclusive, em jan./1944, uma medalha para homenagear todos estes combatentes - a Medalha da Divisão Azul (vide mais detanhes aqui).




Medalhas recebidas:
. 1 Cruz de Cavaleiro com Folhas de Carvalho
. 2 Cruzes de Cavaleiro da Cruz de Ferro
. 2 Cruzes Germânica em ouro
. 138 Cruzes de Ferro 1939 1ª Classe
. 2.359 Cruzes de Ferro 1939 2ª Classe
. 2.216 Cruzes de Mérito de Guerra com Espadas (1ª e 2ª Classes)
Comandantes:














20/07/41 - 13/12/42 TG Augustin Muñoz Grandes (jan./1896-jul./1970)
condecorações:
. 08/09/41 Cruz de Ferro 1939 2ª Classe
. 06/01/42 Cruz de Ferro 1939 1ª Classe
. 12/03/42 Cruz de Cavaleiro da Cruz de Ferro
. 13/12/42 Cruz de Cavaleiro com Folhas de Carvalho

13/12/42 - 20/10/43 MG Emilio Esteban-Infantes y Martin (mai./1892-jun./1962) 
condecorações:
. ??/??/43 Cruz de Ferro 1939 2ª Classe
. ??/??/43 Cruz de Ferro 1939 1ª Classe
. 09/04/43 Cruz Germânica em ouro
. 03/10/43 Cruz de Cavaleiro da Cruz de Ferro 

20/10/43 - 30/11/43 MG Santiago Amado Loriga (abr./1890-jan./1974)
condecorações:
. ? Cruz de Ferro 1939 2ª Classe